JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

Mãe jovem e nutrida amamenta fartamente

Hoje os festeiros que comemoram até desastre de trem lotado, fazem festa para as mães. O mundo capitalista estabeleceu isto. E vamos que vamos.

No controverso do mundo, algumas verdadeiras mães estão literalmente “jogadas num asilo” para idosos, enquanto filhos e filhas se fartam das benesses de uma riqueza material que não construíram.

Afinal, o que é mesmo ser Mãe?

É parir enfrentando todas as dores físicas que o parto natural impõe?

Ou, ser Mãe é criar, sem ter parido nem sofrido as dores físicas que o parto impõe, entregando as responsabilidades e os carinhos para uma Babá?

Ou, será que ser Mãe é estar sempre com o avental todo sujo de ovo, fazendo bolos para os filhos, mãos ensaboadas lavando fraldas, cuecas, calças, camisas e, de noite, adormecendo por cansaço?

Pois, dia desses, revi uma vizinha que conheci ainda criança, menina por assim dizer, em adiantado estado de gestação. Arrisquei uma pergunta, haja vista que a convivência de alguns anos me permitia isso:

– Eita, Ana Maria (nome fictício), tá chegando o dia, né mesmo?

Com o avanço tecnológico de hoje para esses casos, com a facilidade do ultrassom que descobre o gênero sexual, arrisquei a pergunta:

– E aí, vai ser menina ou menino?

No que ela, futura Mãe moderna, sem preconceito, sem isso e sem aquilo, estudante universitária que deve estar aprendendo só coisas boas e edificantes na Universidade, respondeu ao tempo que acariciava a barriga:

– Não sei! Ele ou ela que vai decidir!!!!!!

Puta que o pariu! É isso que é ser Mãe?

Se a imbecil que pretende ser rotulada de Mãe responde que, no futuro, caberá ao filho ou filha, decidir se será macho ou fêmea, quando o filho ou filha interna-la num asilo para idosos, será muito bem feito!

É mentira exagerada, quando alguma idiota vomita como tantas outras, afirmando:

– “A mulher será o que ela quiser”!

Mentira, porra!

A mulher (ou o homem) será o que estiver destinado a sê-lo!

Du-vi-d-ó-dó, que ela tenha nascido no Maranhão, viva quebrando coco babaçu, ou tenha nascido na Bahia e viva fritando acarajé – e de repente, “cisme em querer” ser Rainha da Inglaterra, e o seja!

Qualquer um será o que estiver destinado a ser!

Mãe desnutrida sugada pela cria faminta

O que se vê nos dias atuais e modernos que vivemos é o conceito deturpado do que seja Mãe. Aprendi com minha Mãe Jordina, e com minha Avó Raimunda, que, ser Mãe é ajudar a iluminar com a luz divina, da bondade, da obediência, da humildade, do respeito e sobretudo do crescimento pessoal na formação de uma futura nova família. Sem titubear e sem conceder descaminho. Isso, disseram elas, ser Mãe.

Aqueles que defendem a igualdade de gênero, com certeza vivem em depressão por que Pablo Vittar nunca vai parir um(a) filho(a) por parto natural sem cesáreo. Quero ver “Ele” contrariar a Natureza e parir um filho!

Quer dizer que, ser Mãe é parir?

É algo que pode ser discutido, haja vista que, “quem pariu Mateus, que o embale”!

OBSERVAÇÃO: Aceitando opiniões dos que pensam diferente de mim, aproveito para agradecer à minha Mãe, Jordina, por me ter trazido ao mundo, e à Deus por me manter vivo até hoje.

Assim, dedico esta pretensiosa crônica à Dona Jordina, e às minhas amigas Dona Quiterinha e Dona Aline, bem como às demais mães que ainda não tive o prazer de conhecer.

8 pensou em “QUUUEEEERO MINHA MÃE!!!

    • Berto, sei disso. Não sou você para ter tido os cuidados de Quiterinha, nem Joãozim para ter o carinho e o zelo de Dona Aline. Tive, sim, de Dona Jordina e de Dona Buretama. Agradeço à Deus por isso.

  1. Grande e iluminado Zé Ramos: sua crônica sobre o que é ser mãe (ou o que NÃO é ser mãe) é tocante. Você descreve bem essa missão divina.
    Tenha um dia cheio de saúde e paz.
    Abraços,
    Magnovaldo

    • Magnovaldo, todos nós tivemos ou ainda temos uma Mãe. Ainda bem! Não sei qual o futuro que a humanidade terá. Tomara as transformações imbecis dos gêneros nunca acertem.

  2. Mestre Zé Ramos, bom dia,

    Assisti, ontem já tarde da noite, a uma entrevista com a irreverente, revolucionária e genial Rita Lee concedida a Jô Soares que, imagine, preferia cuidar dos filhos a estar no palco!!!

    Essa é a força da mãe normal: o carinho, o cuidado, o amor, o ter sentimentos inigualáveis para com os filhos.

    Parabéns pela crônica.

    • Cicinho, obrigado irmão. Vc me fez lembrar Tia Maria, que andava léguas e léguas montada num jumento, para, no dia de hoje tomar o café da manhã com minha Avó. Acabava ficando pro “armoço”! Isso é alguma forma de amar.

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