Leio algumas manchetes de notícias da grande imprensa e fico atordoado. Não acredito que vivo no mesmo mundo que eles. A revista Veja, através de Matheus Leitão, saiu com essa: “Dominado por Lula, JN coloca o petista ainda mais próximo do planalto”. Para quem esse povo escreve? Não é para a classe mais pobre porque nela não existe aceso à Veja e, até quem sabe, à leitura. Eu fui assinante da Veja por quase 12 anos e nos idos de 2019 e discordei do posicionamento que estava sendo adotado pela revista e solicitei o cancelamento. Recebi uma ligação do setor comercial enaltecendo os 12 anos de relacionamento e prometendo que na semana seguinte a revista preparava uma reportagem elogiando Bolsonaro. Educadamente, encerrei a conversa dizendo que não se trata de um elogio ao presidente, mas da falta de compromisso com a verdade.
Hoje, a grande empresa se assemelha muito a um carro desgovernado com capacidade para atropelar quem quiser. Eu confesso que não sei a base que justifica esse apoio declarado a Lula se uma das suas promessas é o controle da mídia. Na verdade, como tudo se baseia em incentivos, é claro que o interesse financeiro justifica tudo. Eu imagino a ginástica que esse pessoal precisa fazer para falar que há boas expectativas de crescimento econômico no país, que a estimativa de inflação está abaixo dos 10% anuais, e outras coisas grandiosas que o Brasil conseguiu, apesar da pandemia.
Se a gente for olhar todo que se publicou na grande imprensa desde janeiro de 2019, não vamos encontrar nada que destaque alguns feitos salutares do governo, como a autonomia do Banco Central, a chegada do Pix, a redução de impostos, o acordo selado com a União Europeia, etc., mas vamos encontrar dados atualizados sobre as mortes por covid. Claro que isso incomoda, mas a atuação da imprensa causa mais danos do que esclarecimentos e, principalmente, porque vimos inúmeros entrevistados terem suas palavras suspensas porque discordou do entrevistado.
Ninguém deu destaque, por exemplo, as ações de Tarcísio Freitas quando esteve a frente do Ministério da Infraestrutura. Milhares de obras paralisadas pelos efeitos da corrupção foram entregues à população e durante estes 3,5 anos eu nunca ouvi o nome de uma empreiteira como sendo o instrumento de operacionalização de propina como eu ouvi falar de Odebrecht, OAS, UTC, dentre outras. A imprensa não divulga com intensidade fatos assim porque a notícia á a corrupção.
Ao longo dessa semana tivemos entrevistas de candidatos no JN e surpreende o tratamento dados aos candidatos, Lula, Ciro Gomes e Simone Tebet. Aquele de Bonner dizer “o sr. não deve nada à justiça”…. Deus do ceú! Não há um pingo de isenção por parte desse pessoal e isso fica evidenciado quando a gente percebe a comemoração com as pesquisas eleitorais. Os canais divulgam as pesquisas que colocam Lula à frente da corrida, mas não há empolgação com sua candidatura, nem parte de seus aliados mais próximos, nem através da reação da sociedade, haja vista um comício ter comparecido 9.500 pessoas quando se esperava 100 mil.
A imprensa vibra com os resultados das pesquisas que colocam Lula subindo a rampa, mas estranhamente ele está com medo das ruas. Sua esperança está depositada nos debates ou entrevistas de canais de televisão que lhes são simpáticos, visto que ele recusou-se a participar de uma entrevista na Jovem Pan. O debate é importante porque há muitos candidatos contra Bolsonaro e Lula é o melhor colocado. Por isso, num debate, haverá uma conjunção de perguntas para sufocar Bolsonaro e com isso Lula ganhar pontos importantes na corrida eleitoral.
Pra ser sincero…. este país governado por um presidente que é chamado de ladrão e vaiado por onde passa não produzirá nada além do ódio. Democracia pressupõe alternância de poder, mas, pra ser sincero, não é isso que se pretende implantar no Brasil. Reflitam, conversem, respeitem, mas afastem essa ameaça grotesca com o voto.
Acabei de cancelar a minha assinatura tbem. Incrível o tempo que levei pra fazer isso, acho que foi pra ficar com raiva desse pessoal mesmo. Veja nunca mais.
César, sairás lucrando, não lacrando
Mestre Assuero, é muito simples entender o comportamento da chamada “grande mídia”.
Houve um substancial aparelhamento em todas as áreas durante o governo PT, principalmente na fabricação de faculdades, donde sairam grande parte do material humano forjados na imbecilizante fase da “pátria educadora”, que na verdade deveria se chamar pátria enganadora.
Bolsonaro impôs um fechamento da torneira por onde jorravam mais de 150 milhões de reais, oriundos da SECOM – Secretaria de Comunicação – já em 2019 – isso provocou a ira dos grandes mamadores do dinheiro público, a ponto de criarem um pool de empresas de comunicação, o chamado consórcio de veiculos de imprensa, para atacar o governo durante 24 horas.
Um único roteiro: desdenhar importantes feitos do governo em beneficio da população…e enaltecer, sempre, as supostas falhas. Mesmo com o Lula reiterando que pretende regular a mídia (leia-se, censurar), ela continua na sua sanha de desinformar a população. As pesquisas são um bom exemplo da fuleragem desses “empresários”.
Meu líder, você resumiu com elegância
Freire” desmascarada por David Gueiros Vieira
Por A Voz do Cidadão | 2 de janeiro de 2020 | 0
*O plágio e desvio filosófico de Paulo Freire ao método do missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach*
As cartilhas de Laubach foram copiadas pelos marxistas em Pernambuco, dando ênfase à luta de classes. O autor dessas outras cartilhas era Paulo Freire, que emprestou seu nome à “nova metodologia” como se a ela fosse de sua autoria_
Por David Gueiros Vieira – historiador
https://www.escolasempartido.org/artigos/metodo-paulo-freire-ou-metodo-laubach/
Grande Ponte(s)…. já tinha lido algo a respeito, mas foi superficial.
Esse povo jornalisteiro, Maurício Assueiro, só escreve para as trevas, onde existem a Serra da Mantiqueira com seus vampiros, para assustar e infernizar com os homens e as mulheres de bem deste País.
Nota 10 pelo artigo e abraçaço!
O Professor tem toda a razão.
Fui assinante da Veja por mais de 25 anos. Comecei a titubear em 2016, quando André Petry substituiu Eurípides Alcântara na diretoria de redação, com a guinada mais à esquerda; consegui aguentar até o início da campanha eleitoral de 2018, quando então pulei do barco.
Nos tempos áureos do lulismo triunfante, lembro-me de edições da revista que ostentavam dez ou mais páginas de propaganda absolutamente inútil de Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal… terá o escasseamento (ou total suspensão) dessas “facilidades” de alguma forma contribuído para a mudança de pauta da revista?
A Editora Abril, que publica a Veja, não é em nada diferente da Globo: o mesmo “jornalismo militante” em prol de um interesse que jamais beneficia o consumidor — e essa é, infelizmente, a tendência de quase toda a imprensa brasileira, ressalvadas pouquíssimas exceções.
O professor sempre dá uma lição…
Pois é…..
Se Diogo Mainard que escreveu em 2007 o livro, “Lulla é minha Anta”, e desde 2019 malha JMB e tenta justificar a existencia de Lula como candidatura sem problemas, aplaudindo o STF em sua sanha de acoes ilegais, é compreensível que o fechamento das tetas governamentais faça diferenca nas pessoas sem carater, isto é, os canalhas sairam do armario….
Veja a que ponto nós chegamos. Querer que aceitemos isso sem criticar. É complicado
Roberto, meu muito obrigado pelo comentário. A verdade é que revistas e jornais sempre lucraram com propaganda do governo, até desnecessário em alguns casos como você cita. A orientação política me incomoda: é preciso ter isenção se quiser ter credibilidade.