Você disse adeus e foi embora
Me deixou pensativo e arrasado
Sem dormir alguns dias, endoidado
De saudade, pensando no seu fora.
Sem saber o que faço mais agora
Eu espero aquela ligação,
Um e-mail, um “zap”, na ilusão
De você perdoar o meu fracasso
Porque eu já não sei mais o que faço
Pra voltar a ganhar seu coração.
É difícil pensar que nem amigo
Posso ser de quem tanto me deu o colo
E agora insiste em voo solo
Desprezando o que já viveu comigo.
Se eu fui pra você qualquer abrigo
Em resposta ao colo que me deu
Deixe o tempo passar, que serei seu
Deixe a vida correr sem brevidade
Mas não queira me matar nesta saudade
Que só fere e traz dor ao peito meu.
Jesus de Ritinha, é o melhor poeta do sertão do Seridó. Cabra bom da peste.
Sem falsa modéstia, não chego nem aos pés de muita gente aqui.
Mas obrigado por sua amizade.
PS.: Luiz Berto, você me emprestou o xeleléu?
Kkkkkkkk kkkkkkkk esse Jesus de Ritinha, não tenho jeito mesmo kkkkkkkkkk
Caro Jesus, certa vez fiz um poema à minha amada exaltando a minha dor e saudade. Sabe, ela me respondeu com outro assim:
No batente antigo dessa espera há uma porta entre a dor e a paz.
Fechada, guarda silêncio sereno
Aberta, sabe a dor de voltar atrás
Se romper o ferrolho da distância,
Haverá o quê após a soleira?
Vão vazio? É, talvez apenas um vão vazio,
De um amor cansado de existir no limbo
Portas abertas não fazem pactos.
Pois quem gira a maçaneta aceita o risco de perder de vez ou salvar sua paixão.
Fantástico!