JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

I – O FAZEDOR DE PIPAS

Fazendo pipa – “engenharia” infantil

Três palitos e um grande pedaço de linha eram suficientes.

Palitos limpos. O primeiro, em forma de cruz com o principal, este na vertical. Amarrado.

Partia para o segundo, na mesma posição, mas mais abaixo. Também amarrado.

Agora, a linha unia as seis pontas, formando o esqueleto.

Grude de goma, quase sempre feito numa colher aquecida na chama da vela ou na lamparina; papel colorido ou não, colado com grude.

Agora a rabiola, feita com muitos pedaços de pano velho, leves, sempre com mais de dois metros. O cabresto, em diagonal com uma das pontas altas.

Tudo pronto!

Um bom lugar, lugar aberto e muita linha sem cerol, ainda no carretel. Empinando, empinando, empinando.

A pipa está no ar. Bons e fortes ventos. Lanceando, lanceando, lanceando. Velhos tempos.

* * *

II – NOSSAS RAÍZES

Raízes da árvore da vida

Raízes de mim, raízes de ti
Raízes de nós, nossos ramos
Nossas flores, nossos frutos,
Raízes de mim e de ti.
Nossas raízes, raízes de muitos passados
Raízes de nós, nossos ramos
Nossas sombras, nossos frutos
Raízes de mim e de ti.
Nossas raízes, nossas folhas
Raízes de nós, nossas árvores
Nossas sementes, nossos frutos
Raízes de mim e de ti – raízes da vida

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