PÉROLAS AOS PORCOS

Não fico calado, nem que a porca torça o rabo. Pelejo para me conter, dizer nada, mas não dá para calar. Aproveitar-se de uma pandemia, alegar urgência ou emergência para malversar o dinheiro público em detrimento de vidas, de pessoas que precisaram e não tiveram respiradores, porque porcos não são, é, no mínimo, um procedimento recriminável. Pérolas aos porcos, atirou-se. Que se apure, que se use a Lei com seus mais rigorosos critérios e, ao final, punam-se os culpados se assim determinar sentença proferida por tribunal justo. Cidadão que não reclama, é, no mínimo, conivente e também merece a PF batendo-lhe à porta. Não calo, nem que eu tenha que enfrentar um exército de porcas de rabos torcidos.

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3 pensou em “PÉROLAS AOS PORCOS

  1. Estimado Poeta Xico Bizerra:

    Faço minhas suas PÉROLAS AOS PORCOS!

    Não consigo acreditar que prefeitos e governadores do Nordeste destroçado pela pandemia e de outros estados da federação estejam superfaturando contratos via consórcios combinados para roubarem o dinheiro que o governo federal destinou aos afetados pela coronavírus, que são os desprovidos de recursos em sua maioria.

    Com certeza se papai estivesse vivo ele teria compreendido o gesto solitário do ator e comediante Flávio Migliaccio e teria dito também: “A HUMANIDADE NÃO DEU CERTO!”

    Sempre que ouço ou leio notícias lamentáveis feito essa que o grande poeta mensurou recorro à carta de Olívia, personagem do ótimo romance Olhai os Lírios do Campo, do extraordinário Érico Veríssimo: “Para que construir tanto arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?”

    Por que tanta ganância se ninguém leva nada no caixão? Por que não seguir o exemplo do grande poeta e compositor Luiz Fidélis: sou feliz com pouco!

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