MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

O Brasil está dividido entre cientistas e reacionários. Tudo começou em 2020 com a pandemia. A ciência foi usada exaustivamente para permitir que fosse distribuído crachá de cientistas para uns e de imbecis para outros. Particularmente, registei momentos nos quais a ciência poderia ter se imposto de forma apartidária, mas não foi isso que ocorreu. Apenas para citar um caso: pesquisadores do Amazonas fizeram uma experiência com 81 pacientes dando 1200mg de hidroxicloraquina duas vezes ao dia, replicando (agora vai Roberto Cappelletti) uma experiência realizada na China que matou pessoas. Aqui morreram onze, ou seja, já se sabia que essa dosagem diária de HCQ matava pessoas, mas a ciência ficou em dúvida e resolveu contribuir matando mais onze. Ninguém foi punido e até onde sei não houve autorização dessas pessoas para participar dessa experiência. Lembro que seria aberto um inquérito, mas no Brasil é não quer dizer nada. Não há cientistas presos.

A ciência poderia ter desenvolvido a racionalidade dos governantes, mas não me parece que isso tenha sido atingido. De modo amplo, ainda se usa uma série de procedimentos que violam o raciocínio mais simples, mais lógico, a exemplo do tal passaporte vacinal. Recentemente, através de decreto, o governo de Pernambuco impôs a necessidade de apresentação do passaporte vacinal para entrar em restaurantes, praça de alimentação, dentre outros. No fundo, acho que todos os governos que fazem isso cometem um grande equívoco porque, de acordo com um estudo feito pela Fiocruz, 48% das contaminações de Covid ocorrem nos terminais de transporte público, 22% ocorrem em hospitais, ou nas suas proximidades, e em atividades como restaurantes, o risco de contaminação é 2,2%. Ou seja, pune-se a atividade por um risco tão baixo, enquanto nada se faz no transporte público.

Não precisa ser cientista para entender que o transporte urbano foi, é e será, o foco principal de transmissão de covid. O metrô do Recife transporta 400 mil pessoas por dia; o transporte público da cidade de São Paulo absorve 7 milhões de pessoas; do Rio de Janeiro, outro tanto. Um estudo de uma universidade inglesa visitou academias 62 milhões de vezes, em 14 países, e encontrou 497 casos de covid, ou seja, uma proporção absolutamente desprezível. Mas, por conta de 2,2% de risco foram adotadas por diversos governos mais medidas de restrição as atividades econômicas.

Em 2020, com a suspensão das atividades econômicas “até que a curva achatasse” comentei sobre os danos e o impacto que teria para nossa economia que apresentava sinais de otimismo. A Bolsa bateu 113 mil pontos, houve um crescimento econômico pequeno (1,1%), mas houve. Enfim, havia uma série de indicadores que preconizavam melhoras. Fui ensinar Macroeconomia numa turma de Ciência Política e o que a gente estava vivendo era o melhor programa para ser apresentado. Mostrei que inflação ia crescer por falta de insumos, de renda, de desemprego e tudo mais. Foi assim e está sendo no mundo inteiro. Os americanos experimentaram uma inflação de 7%. Na Alemanha, a Destatis (a agência de estatística) comunicou uma inflação de 24,2% ao produtor. Então, não fica a menor dúvida de que a suspensão da atividade econômica tem uma enorme responsabilidade sobre isso.

Estamos diante de fatos inusitados. Todos nós tomamos vacina contra poliomielite, sarampo, catapora, tuberculose, tétano, etc. e todos nós mantemos o cadastro de vacina dos filhos atualizado. Então, me parece que não é a vacina… é esta vacina que tem algo estranho e que a gente não pode comentar sob o risco de ser taxado de “minion”, “gado”, “negacionista” e outros adjetivos menos qualificados. A vacina da poliomielite erradicou a doença e Albert Sabin abriu mão dos direitos para que houvesse agilidade na aplicação da vacina no mundo inteiro. A quantidade de pessoas que se vacinaram contra poliomielite e que pegaram a doença, se existir, é irrisória, ao contrário da vacina contra covid. Até o momento não vi um laboratório falar em abrir da grana que está recebendo por essa vacina.

A gente tomava vacina para não ter a doença, mas esta é diferente: a gente toma para que os efeitos da doença sejam minimizados. Eu acho absolutamente estranho quando se fala que a vacina diminui os efeitos da variante ômicron. Ué!!!! Mas, eu não lembro de ninguém que tomou vacina contra tétano para que os efeitos do tétano fossem reduzidos. Tomava para não contrair tétano. Vacina é isso: prevenção!

Assim, o que nós estamos vendo são pessoas vacinadas contraindo a doença e acredito que a sociedade precisa saber, por exemplo, quantas pessoas vacinadas foram contaminadas? Pessoas que contraem a doença duas ou três vezes se deve a quê? Qual o perfil das pessoas que morreram por covid? As pessoas contaminadas atualmente possuem comorbidades? Quais? É dito que a vacina tem ajudado a reduzir o número de óbitos, mas existem trabalhos que avaliam a autoimunidade?

Eu sou defensor da ciência, mas eu gosto da ciência apartidária. Não simpatizo muito com quem pega a Economia para favorecer um partido político ou um projeto político, embora saiba que isso é muito difícil de separar porque a Economia é decidida por pessoas. Eu quando oriento um aluno digo sempre que a Teoria está dada e que se os resultados que a gente encontrar não forma de acordo com a teoria, a culpa não é dela e não vamos adequar a Teoria aos nossos dados. Vamos rever se estamos fazendo os pressupostos corretamente.

Enquanto tivermos a contenda do tipo cientista x imbecis negacionistas, nós vamos ter doenças e mortos. Vamos ter incoerência como essa do passaporte vacinal que é um desses casos que vai de encontro ao que diz a teoria e da forma que está sendo tratado, em pouco tempo será exigido passaporte vacinal para assistirmos enterros de pessoas vacinados.

12 pensou em “PASSAPORTE VACINAL

  1. “No caso da cepa Ômicron, vacinados e não vacinados têm evoluído de forma benigna.
    O que Dr. Marcos questiona é a validade do passaporte pois os dois grupos, vacinados e não vacinados transmitem e adquirem a variante Ômicron da mesma forma.”

    “Pergunta de 2 milhões de dólares:
    Quanto tempo esse RNAm vacinal vai ficar nos mandando produzir Spike?
    Ninguém sabe essa resposta. Só Deus.”

    “Conheço pessoas vacinadas 3 vezes e pegou.”

    Os fragmentos acima, entre aspas, eu copiei de um grupo de WhatsApp e, acreditem, é o diálogo entre duas médicas respeitadíssimas aqui no RN.

    E quando um amigo meu, no mesmo grupo, disse que seus netos não seriam vacinados, elas responderam:

    “Os meus só por cima do meu cadáver.”

    “Filho meu também não . Esse direito é meu, natural.”

  2. Assim mesmo… vacinados e não vacinados transmitem e adquirem a variante ômicron da mesma forma. Simples assim. Um cara com as vacinas em dia, mas que testou positivo pode entrar num shopping. Teve um aqui que foi para abertura do campeonato pernambucano nos aflitos.

  3. Mas essas variantes “alpha, beta, gama, delta, ômicron, sigma, etc…” não seria a consequência do erro de vacinar pessoas durante uma pandemia? Questiono, pois essa premissa partiu de ninguém menos que o descobridor do vírus HIV.
    em quem devo confiar? Na galerinha do cabelo colorido, “pilço” no nariz e assepsia duvidosa ou num dos maiores virologistas do nosso tempo?
    Não sei…estou em dúvidas.

    • Amigo, eu não acho que o problema seja esse. Antes da pandemia não havia motivos para iniciar uma vacina. No meu entendimento trata-se de um paliativo e que precisa ser ajustado para produzir eficiência.

  4. A cardiologista que participou do estudo de Manaus , e que depois disse que seria indicada ao ministério da saúde e não o sendo , se tornou inimiga da cloroquina e do presidente , agradeceu ao médico que atendeu o seu pai com um tratamento precoce .
    O que grupo de médicos dizem é que quanto mais doses menos imune se ficará .

    PS . Até hoje não sei porque o governo não olha para a Nigéria , com população semelhante a do Brasil , com densidade demográfica muito maior que o Brasil , com expectativa de vida menor que a do Brasil e que tem 3,38 da população vacinada com 1 dose , tem 14,78 mortes/milhão contra 2,91k mortes/milhão , com 1,19k / milhão de casos contra 112,41 k / milhão de casos .

    • Essa é uma das coisas que mais falei. O exemplo de países africanos. Ai, um esquerdista disse que era porque o pessoal tinha o virus e criou imunidade. Acho arretado esses comentários. Dá pra rir um pouco

  5. M. M. (Magnífico Maurício): tenho a felicidade de viver em um pedaço de chão onde as autoridades são mais sensatas. Aqui na Florida o governo do estado PROIBE qualquer atividade industrial, comercial ou de serviço, exigir o merdoso passaporte vacinal ou qualquer comprovante de qualquer cidadão.
    Um abraço,

    • A coisa é de uma insensatez tão grande que o cara com COVID, com seu crachá de vacina em dia, foi pra um jogo de futebol sábado passado…..

  6. Concordo com seu ponto de vista, professor Maurício Assuero, embora nunca tenha entendido patavina nenhuma de economia.

    Esses caras só sabem fazer o que é bom pra eles.

    Só no meio da feira, feito a Banda de Pau e Corta.

    Forte abraço do admirador.

    • Ciço, economia é um grande rebuliço e quando praticada por gente sem juízo, o povo se lasca da unha do dedão do pé até o toutiço. Essa gente sem compromisso, costuma prestar um desserviço querendo fazer feitiço, mas eu fico irritadiço porque esses babacas merecem um chá de sumiço. Aqui tem até cortiço, com vaidade feito viço e do inferno fronteiriço. Então, que se sentem num troço roliço e não gema que é postiço.

  7. Pingback: ROBERTO BAPTISTA CAPPELLETTI – ITANHAÉM-SP | JORNAL DA BESTA FUBANA

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