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Comentário sobre a postagem O EDITOR SE AMOSTRANDO ÀS CUSTAS DO TOGADO

d.Matt:

Para mim, o maior valor dos livros do Berto, é que eles são escritos em Brasileirense, i. é., todos os escritores escrevem em português, mas muito poucos escrevem em brasileirense como Berto, como o Suassuna, como Veríssimo, p/ex.

Escrevem dentro da nossa realidade e criam um mundo “original e todo seu”, que nós entendemos e aplaudimos pois também é todo nosso.

Se alguém me pergunta se gosto de Machado de Assis eu digo que não, como leitor brasileiro, pois prefiro algo mais terra a terra, com todo o linguajar e acontecimentos bizarros típicos da nossa brasilidade.

Dos nossos valores e defeitos que fazem parte da nossa realidade.

Já li e reli todos os livros do Berto e os tenho todos autografados que guardo como relíquias literárias.

* * *

Nota do Editor:

Êita peste!!!

Fiquei foi ancho com essa apreciação do amigo d. Matt sobre minha modesta obra.

E como num sou Besta, já vou aproveitar pra fazer o meu comercial:

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É tudo baratinho, baratinho.

Cada volume mais lindinho que o outro!!!

O Editor amostrado fazendo pose com seus livros

1 pensou em “O EDITOR SE AMOSTRANDO DE NOVO

  1. Por Santa Capitu,

    Escreve D Matt: “prefiro algo mais terra a terra, com todo o linguajar e acontecimentos bizarros típicos da nossa brasilidade”.

    Perfeito. Berto, Ariano, Érico… Gente imensa, literatura da melhor qualidade… Se acrescer um Manoel de Barros e um Quintana aí fica perfeito (na ótica de Sancho).

    Mas (sempre o há), a genialidade de Assis, que faz até hoje muitos se roerem sem conseguir bater o martelo sobre:
    1) Capitu botava chifres no marido com seu melhor amigo?
    2) Dom Casmurro bota chifres em Capitu com o amigo? Millôr garante que Bentinho era gay.
    3) O filho era ou não de Bentinho?

    Depois de ler Dom Casmurro, a única certeza que eu tinha não era se Capitu traiu Bentinho (com direito a filho do outro), e sim: Bentinho e Escobar eram amantes.

    Recorro a Fernandes – Assim falou Millôr: Essa discussão se a Capitu deu ou não deu é como discutir o sexo dos anjos. Eu fiz um artigo sobre Dom Casmurro. Algumas pessoas me apóiam, outras não. Mas é como se eu estivesse falando mal do Machado de Assis e não é isso. É que eu publiquei dez ou 12 frases do romance provando que ele, dom Casmurro, é homossexual. Eu não digo “bicha”, que é pejorativo. É um homossexual, entende? E naquela época, ele tinha que ser enrustido porque, infelizmente pra ele, ainda não havia o movimento gay [risos]. Agora, veja bem, daí em diante eu fiz uma extrapolação que me foi natural. Quem é Machado de Assis? É um mulato, filho de uma lavadeira, com todo um temperamento de querer ficar bem na sociedade. E que eu saiba – pode até ser ignorância minha, admito – mas que eu saiba, não tem mulher alguma na vida dele. Ele não comeu ninguém! E eu tenho um certo desconforto com homem que não come ninguém. Eu acho que o homem tem que comer alguém [gargalhadas].

    E Sancho, com seus olhos de ressaca, tal qual Capitolina, concorda plenamente com o gênio Millôr, pois também tem um certo deconforto…kkkkk
    E eu tenho um certo desconforto com homem que não come ninguém. Eu acho que o homem tem que comer alguém [gargalhadas].

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