Mote de autor desconhecido:
“Quero ver quem cicatriza
O corte que a mulher tem”
Tem um rasgão saboroso
A um palmo do umbigo
Decifra-lo não consigo
Por ser tão apetitoso.
Mesmo não sendo cheiroso
Qualquer um vira refém
A dois dedos do sedém
O danado faz divisa;
“Quero ver quem cicatriza
O corte que a mulher tem”
O cabra estando carente
Vale mais do que safira
Deixa qualquer um na tira
De juiz a presidente.
Amansa cabra valente
O seu poder nos detém
Não considera ninguém
Couro nenhum ele alisa;
“Quero ver quem cicatriza
O corte que a mulher tem”
Sempre nos causa prazer
Sendo liso ou cabeludo
Se tiver lábio carnudo
Qualquer um deseja ter.
Por isso vou lhe dizer
Se esquive, não vá além
Não se apaixone também
Nem venda a sua camisa;
“Quero ver quem cicatriza
O corte que a mulher tem”
Esse corte minha gente
Só sangra de mês em mês
Atrapalhando o freguês
Por não o achar atraente.
Seja macumbeiro ou crente
Quem gosta não se abstém
Vende até um armazém
Sem dó não economiza;
“Quero ver quem cicatriza
O corte que a mulher tem”