FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

Minha avó-madrinha Zefinha, mãe da minha mãe, eternizadas, já dizia, há muitos anos, que o Brasil estava cheio de patifarias, inverdades, insinceridades políticas, fuxicos e fofocas, desequilíbrios sociais, autoritarismos, preconceitos, machismos alucinados, inverdades históricas e muito outros defeitos, a maioria sem uma mínima dose de pensação, na expressão interiorana dela. Fico a imaginar, hoke, o que ela diria dos tempos atuais, onde uma manada inculta e fundamentalista, prepara-se para sufragar, em 2026, um novo Presidente da República, outro Congresso Nacional e novos Executivos Estaduais.

Apesar de todos os pesares, entretanto, ainda confio nos amanhãs nacionais, pondo fé numa juventude militante centro-esquerda / centro-direita, mais racional, ética e empreendedora, capaz de defenestrar do cenário pátrio os sectarismos que apenas desejam enodoar o Pavilhão Pátrio, tentando jogar merda no ventilador da nossa Soberania Nacional.

É chegada a hora de uma ampla Frente Democrática Analítica Brasileira, composta de jovens lideranças consistentes, culturalmente contemporâneas, não messiânicas, que busquem, através de estudos, pesquisas e debates consistentes, estruturar um efetivo Planejamento Geral Social-Democrático, favorecendo gregos e troianos de todas as regiões, através de um sistema educacional que integre humanismo, tecnologia, autoconhecimento e empreendedorismo.

Infelizmente, agiganta-se atualmente, no Brasil, o número de analfabetos funcionais, pessoas que sabem ler sem nada entender o que foi lido. Urge estabelecer um obrigatório Saber Pensar & Calcular em todas as duas últimas primeiras séries do Ensino Fundamental e nas duas primeiras do Ensino Médio, fortalecendo um agir e pensar mais consistente, favorecendo uma futura profissionalidade empreendedora sempre capaz de, continuamente, evoluir para patamares mais promissores.

Na conjuntura atual, facilmente se identifica jovens e adultos que há muito tempo se distanciaram de uma sadia leitura diária, favorecendo novas ideias e propósitos, arejando ideários e compromissos pessoais, familiares, comunitários e religiosos, abandonando atos provincianos que apenas integram passados que já não mais retornarão.

Para inúmeros, que seja melhorado o bom, descobrindo-se a essência das missões individuais e coletivas. Que a argila impulsione um caminhar de passos largos, na busca de fazer coisas inéditas, mesmo reformadas de fatos passados até então ridicularizados. Sempre a imaginar-se que, daqui a muitos anos, será um exercício prazeroso para os amantes da Eternidade. A emergir sentimentos ainda ocultos, espiritualidades incompletas, choros sinceros e texturas descoradas por desintegrações múltiplas. Rompida a barreira do sempre novo, aborde-se, com a serenidade, as razões mais recônditas dos méritos alcançados. Reconhecendo que as verdadeiras urgências estão cada vez mais presentes, os erros de previsão avolumando-se na ordem do dia, as exceções desmarcadas porque finalmente plenamente dispensáveis.

Finalmente, recomendaria ao leitor JBF umas páginas que muito guiarão todos para uma crescente resiliência existencial, nunca desprezando novas leituras e outros desafios comportamentais, superando sempre os provincianismos que remetem sempre para passados que apenas nostalgias provocam. Um livro de muito bom proveito: RESILIÊNCIA: O SEGREDO DA FORÇA PSÍQUICA, Christina Berndt, 7ª. reimpressão, Petrópolis RJ, Vozes, 2024, 279 p. Uma leitura oportuna que fará todos se perceberem metamorfoses ambulantes, a la Raul Seixas, um menestrel nunca esquecido.

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