PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Longe, no céu tão diáfano e sereno,
as nuvens brincam de fazer figuras;
traçam imagens, erguem esculturas,
vivo painel sobre o horizonte ameno.

Um cavaleiro em sólida armadura,
na torre de um castelo aguarda o aceno;
além, um monstro a baforar veneno,
aqui, mansa ovelhinha toda alvura.

Tal como as nuvens o destino é incerto,
em nossa vida as ilusões se agitam,
juntas, no tempo, às horas de amargura.

Vento que insufla a areia no deserto,
mas cessa, enfim… e em nossa alma palpitam
os anseios de paz e de ventura.

Colaboração de Pedro Malta

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