NERUDIANDO NA ESQUINA
Uma lua, um café e um batente
Hoje estive pessoando
Onde o verso se recria
Andei luas de Cecília
Mergulhei no mar de Mia.
Bebi na fonte de Lêdo
Sentindo a paz de um Aedo
Na mais perfeita harmonia.
Gullar degustei com gula
Nos becos de Coralina
Na rebeldia de Lorca
Nerudiei na esquina.
Bem no meio do caminho
Drummond falava sozinho
Gregoriando a rotina.

De Barros fiz meu Poema
Machadando veio a Prosa
Graciliei ramos e letras
Escrita mais que mimosa
Lápis na mão, Ariano
Suassunado, espartano
Transformou espinho em rosa
XB
Eita poeta, conheço uma sobrança de amor, que tem parecença com essa, abraço cordeliano.
Abraço, seu Hélio.