Alaa al-Najjar é uma pediatra que trabalha no hospital al-Tahrir, em Gaza. Na semana passada, ela estava trabalhando enquanto seu marido, também médico, e seus dez filhos, com idades entre um e doze anos, estavam em casa. Então ela recebeu a notícia de que sua casa havia sido atingida por uma bomba incendiária durante um ataque israelense. Logo depois, chegaram ao hospital os corpos carbonizados de nove de seus filhos. Apenas seu marido e um de seus filhos sobreviveram, gravemente feridos. (Clique aqui para ler a matéria)
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Eu não me espanto com a existência de políticos que fomemtam guerras. Como diz um velho bordão, todo poder corrompe e o poder absoluto corrompe de forma absoluta. Políticos são famintos por poder e dinheiro, e guerras são uma forma excelente de conseguir os dois.
Mas ainda me espanto em constatar como tantas pessoas podem ser convencidas, e com facilidade, de que uma guerra pode ser “justa” e que um dos lados é bonzinho e coberto de razão. Me espanto em constatar como jornalistas, geralmente tão ciosos de sua responsabilidade e de sua sagrada missão de informar, aceitam o papel de meninos de recado dos políticos da vez. Me espanto em constatar como pessoas inteligentes, chamadas de “intelectuais”, transformam-se em torcida organizada destes mesmos políticos.
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Sobre isso, eu acabei de ler um artigo da jornalista e escritora Caitlin Johnstone, com uma idéia interessante sobre o assunto. (tradução não-literal minha):
“Se você é de esquerda e se considera humanitário e progressista, existe uma narrativa falando como os judeus foram perseguidos e discriminados ao longo da história e porque você deve sentir pena deles e apoiá-los em tudo que fizerem.
Se você é de direita e se considera conservador, existe uma narrativa falando como todos os muçulmanos são terroristas perigosos e porque você deve apoiar os esforços de Israel em defender a civilização ocidental desta terrível ameaça.
Se você é um religioso fundamentalista, existe uma narrativa falando como Israel tem o direito de expulsar os palestinos da maneira que quiser porque essa é a vontade de Deus.
Se você é um fascista/nazista/racista ou simplesmente não gosta de árabes, existe uma narrativa feita sob medida para você.
E se por acaso você simpatiza com os palestinos e não acha justo o que está acontecendo, existem narrativas, políticas e planos de ação para que opiniões como a sua sejam caladas, estigmatizadas, ridicularizadas, odiadas e marginalizadas.”
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Naturalmente, pode-se construir frases semelhantes às da Caitlin defendendo o lado oposto. E é aí que mora o problema: transformar o que deveria ser uma questão ética em uma mera disputa de narrativas, uma competição de argumentos.
Minha opinião pode ser completamente irrelevante para o mundo, mas ainda é a minha opinião e eu não me envergonho de expô-la: Toda guerra é uma vergonha, não existe “guerra justa” e a única coisa que se deve desejar a respeito de qualquer guerra é que ela acabe o mais rápido possível.
Eu sou totalmente a favor de que os palestinos tenham seu espaço na faixa de Gaza, que convivam pacificamente com os israelenses, assim como o fazem 15% da população de Israel, que é palestina com plena cidadania.
O problema é que a faixa de Gaza foi tomada pelo grupo terr0rista H4más, que sequestrou seu povo, não aceitando a existência do povo judeu. Sua exigência é; Palestina livre do Rio (o Jordão) ao mar, ou seja, a aniquilação dos judeus.
Para isso fizeram um ataque em 8/10/23, onde mataram e sequestraram de forma cruel mais de 1500 judeus de todas as nacionalidades.
Também sou contra todas as guerras; só que para manter a paz temos que estar preparados para a guerra. É o que Israel faz desde que retornou à sua casa em 1948, tendo lutado e vencido 3 guerras desde então para se manter em seu lar.
Quod Erat Demonstrandum
Você acredita em um lado “bonzinho” e que “só quer viver em paz”.
Você acredita em um outro lado “malvado” e que faz maldades só porque é malvado, como os bruxos dos contos de fadas. (vc sabia que a criação do Hamas foi financiada e organizada pelo governo de Israel?)
Você acredita que as armas do Hamas nascem do chão na Faixa de Gaza, e que portanto Israel não pode fazer nada para desarmá-los.
Você acredita que um exército como o IDF e um serviço de inteligência como o Mossad, cantados em prosa e verso, foram “surpreendidos” por um bando de favelados que os atacaram com essas armas que não vieram de lugar nenhum.
Você acredita que os políticos de Israel desejam ardentemente a paz, e que nunca fizeram nada para manter um estado de tensão e revolta entre os palestinos; nunca ocorreram provocações, e a polícia de Israel nunca humilhou ou prendeu ilegalmente um único palestino. Jamais um palestino foi expulso de sua casa.
Você acredita que matar 65.000 palestinos, incluíndo 18.000 crianças, é uma boa maneira de acabar com o sentimento anti-Israel que dá sustentação ao Hamas.
Você acredita que essas 65.000 mortes amplamente divulgadas na imprensa internacional são mentira, e que os aviões e helicópteros de Israel na verdade jogaram flores.
Você acredita que Israel “retornou à sua casa” em 1948 e nesse processo nem um único palestino foi expulso, agredido ou morto. Os palestinos moram na Faixa de Gaza porque preferem.
Se os seus políticos de estimação mandarem você acreditar que a grama é azul e o céu é verde, você obedecerá.
Eu acredito no que Golda Meir falou um dia; se os terroristas baixarem suas armas haverá paz, se Israel baixar suas armas, será destruído.
O número de mortes é divulgado pelo Hamas, pelos órgãos da ONU que são a eles ligados e repassados para a imprensa anti Israel, que passa sem filtrar. Cansei de ver cenas fake de crianças feridas e mulheres chorando. Esconder armas sob escolas e hospitais, tornam estes lugares alvos legítimos.
Se o Hamas entregar os reféns que ainda possui e baixar suas armas haverá paz. É isso que os EUA negociam e que o Bibi pede.
Quem forneceu armas para o Hamas é o Irã através do Egito ou do mar. Repito, 15% da população de Israel é árabe e eles têm até assento no Knesset.
V. Marcelo, não tem motivos para usar de argumentos ad hominen, a não ser que esteja nervoso. Isso empobrece o debate.
O preço de quem invade a casa dos outros para matar estuprar tem um retorno terrível, o Hamas sequestrou os palestino da faixa de Gaza e os usam como escudos humanos, pagam os justos pelos pecadores, lamentável.