CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Grande Luiz Berto.

Eu estava vendo o clip da musica “Dio come ti amo” no Facebook e me deu uma curiosidade danada de saber que aeronave era aquela, e na minha pesquisa descobri que era um modelo similar ao do acidente que vitimou o Coroné Ludugero.

Postei no meu Facebook e se você achar interessante coloque no Besta Fubana.

Um grande abraço.

* * *

A morte de Coroné Ludugero em um avião da “Pobre Também Avua”

Nos anos 60 uma música fez grande sucesso na voz de Gigliola Cinquetti: “Dio Come ti Amo“, o filme homônimo também foi estouro de bilheterias, eu lembro que era sinal de casa cheia quando vinha essa película italiana para o Cine Alvorada em Tabira. A cena mais conhecida era a que Mark Damon embarcava em um voo de volta para a Espanha e pelo microfone Gigliola cantava a canção e o avião parava e desembarcava o passageiro para o casal se encontrar e o filme acabar bem. Pois bem, esse arrodeio todo foi pra falar do avião, o Fokker 27.

O Fokker 27 era um avião holandês de grande sucesso nas décadas de 60 e 70, voou no Brasil pela Varig e TAM. A aeronave foi também fabricada nos Estados Unidos pela Fairchild com algumas modificações. Esse foi o modelo escolhido pela Paraense para compor sua frota de 5 aviões, o Fairchild Hiller FH-227-B, como o nome era muito difícil de se pronunciar, a empresa de aviação do Pará rebatizou-o de Hirondelle, andorinha em francês.

A PTA, Paraense Transportes Aéreos deve ter sido a primeira low coast brasileira, tinha bons preços e descontos para estudante ou grupos de pessoas que podiam chegar a 50%, por causa desses preços e da sigla, PTA, a empresa foi apelidada de “Pobre Também Avua”. A companhia voava desde o Acre até RJ e SP, operava também no Recife.

Em 13 de março de 1970 um voo partiu do Recife com escalas em Fortaleza, Parnaiba e São Luiz e as 5:30 do dia 14, uma manhã chuvosa, o voo chegava ao fim. Já na aproximação do aeroporto de Belém, o Hirondelle prefixo PP-BUF colidia com a água da Baia de Guajará, a poucos metros da cabeceira do Val de Cans, na queda morreram quase todos os ocupantes, só 3 sobreviveram, sendo que um dos sobreviventes faleceu no hospital.

Entre os passageiros estava Luiz Jacinto Silva, humorista pernambucano mais conhecido por Coroné Ludugero, acompanhado de Irandir Perez Costa (Otrope) e equipe de apoio, Mercedes del Prado (Felomena) não estava no voo, a trupe havia embarcado em São Luiz na madrugada e ia fazer um show em Belém. A Paraense era famosa também pelo número de acidentes, tinha outro apelido: “Prepara Tua Alma”, este foi o 9º acidente da companhia antes de entrar para a lista de companhias aéreas brasileiras que deixaram de operar.

R. Meu caro Mascena, ilustre sertanejo de Tabira, vou aproveitar a deixa que você nos deu para acrescentar dois vídeos a esta postagem.

O primeiro é com a música “Dio Come ti Amo“, na linda voz de Gigliola Cinquetti.

O outro vídeo é com o Coroné Ludugero, personagem interpretado pelo saudoso Luiz Jacinto, que nos deixou tão jovem e tão cedo naquele triste acidente de avião no Pará.

Deixe uma resposta