MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

Encontrei na internet uma cronologia bastante detalhada sobre os estudos sobre a cloroquina no combate ao covid. Fiz um resumo, e peço à comunidade fubânica que ajude a divulgá-lo, porque considero o assunto bastante importante. Não tanto pela questão do tratamento (sempre achei que quem deve decidir isso é o médico, não o ministro ou o deputado) mas para mostrar o perigo de ler as manchetes dos jornais, tv e sites de notícias como se fossem a expressão da verdade.

O primeiro estudo sobre o uso da HCQ (hidroxicloroquina) em casos de covid foi divulgado em 10 de abril pela China: 62 pacientes tratados com 400 mg diários. O estudo recomendava o uso. Foi ignorado na mídia.

Em 21 de abril foi publicado um estudo dos EUA desaconselhando o uso, dizendo que o grupo tratado com HCQ apresentou mais mortes do que o grupo de controle. Poucos dias depois, um grupo de médicos do Instituto de Marselha publicou uma análise do artigo, apontando que:

– Não se considerava provável que HCQ fosse útil em pacientes em estágios avançados da doença.

– Os grupos que receberam HCQ e HCQ+azitromicina tinham uma porcentagem de pacientes em estado grave bem maior do que o grupo de controle.

– Uma parte do grupo de controle recebeu tratamento com azitromicina (grupos de controle, por definição, não recebem tratamento para servirem de base de comparação).

– Entre os pacientes não-entubados, não houve diferença significativa entre os grupos HCQ, HCQ+Az e controle.

– Entre os pacientes entubados, a taxa de mortalidade do grupo HCQ foi bem maior, mas o estudo não diz se o tempo médio de entubação de cada grupo antes do início do tratamento é o mesmo. Ou seja, não é possível saber se o grupo HCQ e o grupo de controle tinham pacientes no mesmo estágio de evolução da doença.

– O Instituto de Marselha usou a seguinte expressão sobre o estudo: “algo que está mais perto da fraude científica do que da análise razoável”

Nenhum jornalista examinou o estudo e muito menos tomou conhecimento da resposta francesa: as manchetes gritavam apenas “Mortalidade entre pacientes tratados com cloroquina foi maior!”.

No dia 24 de abril foi publicado no Irã um estudo favorável ao uso da cloroquina. Foi ignorado pela mídia, mesmo porque no mesmo dia saiu um estudo da Fiocruz, realizado em Manaus. Os fatos sobre este estudo:

– 89% dos pacientes estavam entubados, 43% na UTI.

– Uma parte dos pacientes foi tratada com 600 mg diários de CQ (e não HCQ, que é considerada mais segura). A taxa de mortalidade foi de 15%, similar aos estudos da China e do Irã já citados.

– Outra parte foi tratada com 1200 mg diárias, o dobro do utilizado em todos os outros estudos. Este grupo teve uma taxa de mortalidade de 39%.

– A conclusão do estudo dizia o óbvio: “doses mais altas de cloroquina não devem ser recomendadas para o tratamento de COVID-19 grave”. Mas as manchetes da imprensa preferiram dizer coisas do tipo “Estudo diz que cloroquina mata!”.

Em maio, a China divulgou um novo estudo recomendando o uso da HCQ. A mortalidade do grupo medicado foi de 18%, contra 45% do grupo de controle. A dose usada foi de 400 mg.

No mesmo mês, a conceituada revista de medicina Lancet publicou um estudo com conclusões negativas sobre a HCQ. Vários governos, além da OMS, declararam que a HCQ não servia para combater o covid e que não havia necessidade de novos estudos. Mas poucos dias depois, começaram a aparecer evidências de que o tal estudo era um apanhado feito às pressas de dados de dezenas de hospitais do mundo todo, sem nenhuma revisão ou controle sobre a consistência das informações. A revista retratou-se e retirou o artigo, o que no ambiente científico é algo muito sério. Pela primeira vez, a mídia informou que um estudo condenando a cloroquina era suspeito.

Logo depois, veio o estudo que pretendia ser a “resposta definitiva”. Patrocinado pela OMS e pela Universidade de Oxford, foi “mancheteado” à exaustão pela mídia. 25% do grupo que foi tratado com HCQ morreu. Só que:

– Embora vários estudos já tivessem mostrado que a HCQ é eficaz no início da infecção, não para casos graves, este estudo mais uma vez se concentrou em pacientes em estágio avançado, com 60% deles recebendo oxigênio.

– Lembram que a China usou 400 mg e o estudo da Fiocruz teve resultados piores com a dose de 1200 mg do que com 600 mg? Pois bem, sem explicar o porquê, o estudo de Oxford deu aos pacientes 2400 mg ! Nos 70 anos em que a cloroquina é usada no tratamento de várias doenças, não existe um único estudo que sequer mencione a hipótese de uma dosagem tão elevada.

De novo, nenhum jornalista notou estes fatos. A imprensa e as redes sociais até hoje repetem que o uso de cloroquina “não tem comprovação científica” e que “o estudo de Oxford encerrou o assunto”.

Infelizmente, muitas pessoas continuam preferindo acreditar nos políticos, jornalistas e “influenciadores digitais” que dizem o que eles querem ouvir, e repetindo que ninguém pode contestar suas bobagens porque “é ciência!”. A sensação que eu tenho é que esse tipo de pessoa, se for colocada no meio da floresta amazônica, vai jurar que não está vendo árvore nenhuma, desde que isso se encaixe bem nas idéias que ela defende.

Este site tem, no momento em que escrevo, links para 139 pesquisas revisadas por pares e publicadas, e mais alguns estudos não revisados. Entre as que estudaram o uso precoce da HCQ, 100% delas mostraram resultados positivos. Quem quiser analisar estes estudos e com base neles dizer que cloroquina não funciona, pode. Mas não ler nenhum e ficar repetindo que “não há comprovação científica” é uma atitude, desculpem a franqueza, idiota.

20 pensou em “EXISTEM “VERDADES”, E EXISTEM FATOS

  1. Pois é Marcelo ……. “Ingnoranssa” tem cura, estupidez não tem.

    Como a maioria dos jornalistas da nossa imprensa lixo, dos mais de 300 picaretas do nosso Congresso e dos nossos homens da ciência, esses que não falam e muito menos entendem o Inglês, vão continuar afirmando que não encontraram nada, pelo menos nada que eles possam ler e compreender, confirmando a eficiência da HCQ+azitromicina, aplicada nos estágios iniciais da doença …….

    FOI o que sempre entendi……… Fase inicial da doença…… 2 ou 3 dias dos sintomas….
    Quais sintomas ?? …. Febre, Dores no corpo e falta de olfato……

    Aí vem aquele estúpido genocida, político de merda, safado e mentiroso, MANDETando ficar em casa e só ir para o hospital quando sentisse falta de ar …..

    Eu ficava puto quando ouvia alguém dizer que esse coquetel não funcionava, sem dizer em qual estágio da doença ela foi aplicada, e qual o estado geral do paciente ( Idade, cormobidades, etc..)

    Usando suas frases finais ……

    “……. Quem quiser analisar estes estudos e com base neles dizer que cloroquina não funciona, pode. Mas não ler nenhum e ficar repetindo que “não há comprovação científica” é uma atitude, desculpem a franqueza, idiota…….”

    Acho que faltou apenas …………… “……Quem quiser analisar estes estudos e com base neles dizer que cloroquina não funciona, pode. Mas não ler E COMPREENDER PELO MENOS ALGUM e ficar repetindo que “não há comprovação científica” é uma atitude, desculpem a franqueza, idiota, DE GENTE MUITO ESTÚPIDA E DE MÁ FÈ.

    Nada como acompanhar esta Gazeta …….. Informação é ótima mas, e sempre existe um mas, compreensão é tudo……

    Parabéns Marcelo e obrigado pelos esclarecimentos adicionais …….

  2. Bem interessante seu artigo, Marcelo.
    Mas um leigo (como eu) se perderia no cipoal de artigos científicos e estudos. As minúcias e diferenças que você citou devem ser examinadas por quem entende.
    Eu, por isso fico com a recomendação que diz que a HCQ pode ser usada desde que com acompanhamento mádico, pois pode ter efeitos adversos como arritmia.
    Se está certo ou errado, não devo, não posso e não quero discutir.
    Se eu estiver doente e meu mádico recomendar um remédio qualquer, acredito nêle.
    Ponto final

    • Isso aí, Xande. Repetindo o que disse no primeiro parágrafo: quem decide é o médico.

      Quanto a entender ou não os estudos científicos, eu também não sou médico. O que me assusta é a quantidade de gente que continua a fingir que não existe estudo nenhum, com frases como “cloroquina não tem comprovação científica”. Se existem mais de 100 estudos falando nisso, quem quer discordar tem que explicar porque os estudos estão errados, não fingir que não existe estudo nenhum.

  3. Desde Los polvos de la condesa – Os pós de cinchona, da condessa, dos jesuítas ou do demônio, a Quina, ano de 1600, é usada para salvar vidas. A Funasa tem um protocolo sobre o uso da medicação esclarecedor, o que a pesquisa de Manaus fez foi genocídio com a participação de um secretário do Mandetta, até deu entrevista para o Estadão, é ligado a Fiocruz, as outras pesquisas pecam no mesmo erro, a medicação é preventiva, para você entrar na Africa tem que tomar a Cloroquina, a China usa na dosagem correta desde o primeiro sinal do vírus, comprou toneladas de base da Índia para produção de HCQ….

    • Senhoras e senhores fubânicos:

      Eu, toda a minha família, todos os nossos amigos e amigas e suas famílias e suas amizades e suas famílias, etc., desde junho estamos (mais de 200) tomando IVERMECTINA – um simples medicamento, com dezenas de anos de uso, sem nenhuma contraindicação, e que não precisa de receita médica.

      Resultado:

      Apesar de vivermos (e convivermos) em cidades e bairros diferentes (com alto grau de infectados), nenhum de nós foi atingido pelo covid19.

      O melhor de tudo é que estamos vivendo (e convivendo) a nossa vida normalmente, sem nenhum stress, sem nenhum medo – apesar da mórbida campanha de terror da mídia funerária, movida $ei lá por quai$ intere$$e$.

      O YouTube tem muitos vídeos (em muitas línguas e de renomados pesquisadores) a respeito do uso e da eficiência da IVERMECTINA.

      Para os que só conhecem o português – e muito esclarecedores – há, por exemplo, os da brasileira, Dra. Lucy Kerr – uma ardorosa defensora do uso e da eficácia da IVERMECTINA.

      Como utilizá-la?

      É muito simples:

      1 comprimido/dia por cada 30 kg de peso, durante 3 dias (uns dizem que bastam 2 dias), intervalando os tratamentos em 15 dias (uns dizem que podem ser 30).

      Nós todos estamos usando (a dose única total diária) durante 3 dias, com intervalos de 15 dias, desde junho.

      Repetindo a dosagem:

      Se alguém tiver até 30 kg > 1 comprimido/dia – durante 3 dias, com intervalos de 15 dias;

      Se alguém tiver de 30 até 60 kg > 2 comprimidos/dia – durante 3 dias, com intervalos de 15 dias;

      Se alguém tiver de 60 até 90 kg > 3 comprimidos/dia – durante 3 dias, com intervalos de 15 dias;

      Se alguém tiver de 90 até 120 kg > 4 comprimidos/dia – durante 3 dias, com intervalos de 15 dias;

      E assim, por diante.

      O total de comprimidos/dia deve ser tomado tudo de uma vez, na hora que for melhor para cada um(a.

      Nós preferimos antes de dormir, porque aí vai ser melhor assimilado durante o sono.

      É claro, como são situações especiais que necessitam acompanhamento médico, a IVERMECTINA não deve ser administrada – sem orientação médica – a menores de 5 anos ou menos 15 kg de peso, à mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

      Na bula há citação de outras doenças a ter cuidado ou evitado (como meningite).

      Mas, no geral, não tem, absolutamente, contraindicação nenhuma.

      Como não sou nenhum médico, pesquisei muito e, além disso, ouvi as opiniões de muitos médicos – com os quais tenho bastante intimidade, pois foram meus alunos.

      E posso lhes dizer, baseado não só no que já citei, como nas experiências/resultados satisfatórios que estou tendo e de mais de 200 usuários conhecidos, diretamente ligados a nós, afora muitos outros que estamos sabendo que estão fazendo o mesmíssimo tratamento com IVERMECTINA:

      Não percam mais tempo de se protegerem dessa peste xing-ling!!!

  4. Meu Deus do Céu!!!

    A quem interessa esta fraude monumental?

    Quem se beneficia destes assassinatos em massa?

    Qual o projeto por trás deste imensos volume de manipulações e enganos?

    Milênios de esforços de homens honrados, que dedicaram as suas vidas ao benefício da humanidade e à busca de novos conhecimentos, estão sendo jogados na lata do lixo por crápulas enganadores dos inocentes e dos desavisados. Com que objetivo? Aonde estão querendo nos levar?

    Galileu, Copérnico, Kepler, Newton, Jener, Pasteur, Gauss, Laplace, Bernoulle, Versélius,

    CONCLAMEN OS SEUS PARES!!! SAIAM DAS SUAS CATACUMBAS E VENHAM ASSOMBRAR ESSAS ALMAS MALDITAS QUE ESTÃO TENTANDO CRIAR O INFERNO NA TERRA!!!

  5. A sensação que TEM O CRONISTA E ESPECIALISTA FUBÂNICO é que esse tipo de pessoa, se for colocada no meio da floresta amazônica, vai jurar que não está vendo árvore nenhuma, desde que isso se encaixe bem nas idéias que ela defende.

    Adonicamente jogo lenha e gasolina no incêndio: Esforços de homens honrados, que dedicaram as suas vidas ao benefício da humanidade e à busca de novos conhecimentos, estão sendo jogados na lata do lixo por crápulas enganadores dos inocentes e dos desavisados.

    Concluo: como diria aquela jovem que interrompeu repórter da plim-plim: (…) e o Bolsonaro tem razão.

  6. Bertolucci, já existe um indigesto ditado popular, bem rimado, para os políticos:

    hidroxicloroquina + azitromicina + ivermectina = ACABA COM A PROPINA.

    Isso, pra eles, é inadmissível!

    Vidas? Na visão dos políticos, cadáveres, são meras moedas de troca de poder e lucro.

  7. Eu acredito que as mortes ocorreram na fase 3. O cara está com o pulmão comprometido, logo o coração vai trabalhar mais e aí você ministra uma substância que aumenta o risco cardíaco, lógico que vai dar merda.
    Eu tenho um amigo que é médico. 101 pacientes tratados com Hcq, ivermectina, zinco, etc. Nenhum óbito.

    • Também acho. Li num blog que em muitos pacientes entubados a carga viral é pequena e decrescente. Ou seja, o sistema imunológico da pessoa já aprendeu a combater o vírus e está conseguindo eliminá-lo. Só que consertar o estrago que ele fez é outra história.

      Falando de outro jeito, o problema da pessoa não é mais coronavírus. É insuficiência respiratória.

      Este blog também falava que a cloroquina não funciona se a pessoa estiver com deficiência de zinco.

  8. Bom, Famigerado, se tiveres interesse posso de falar do paradoxo dos gêmeos, posso te falar que se um móvel se desloca com velocidade próxima a velocidade da luz ele ganha massa, porque a massa, m, de um corpo, é dada por m=m(0)/sqrt[1-(v/c)^2], onde m(0) é a massa inicial ou massa de repouso, sqrt é a raiz quadrada da expressão que está entre colchetes, v é a velocidade do corpo e c é a velocidade da luz. Observe que se v for muito próximo de c então v/c é próximo de 1 e o termo que fica entre colchetes será muito pequeno (perto de zero), de modo que a raiz quadrada será menor ainda. Isso significa que estaremos dividindo a massa de repouso por um número fracionário, portanto, a fração aumenta. Por exemplo 1/0,5 = 2. Tem outra coisa engraçada nessa fórmula. Com base nela Einstein conclui que nada no universo pode ser superior à velocidade da luz. De fato, se v>c então, v/c>1 e quando elevar ao quadrado continua sendo maior do que 1. Ai, quando você subtrair 1 – (v/c)^2 vai dar um número negativo e você sabe que não existe raiz quadrada de números negativos. Lascou.

    • Lascou nada, Maurício. Quem fez CEFET como eu sabe que raiz quadrada de -1 é j. Quando o Capitão Kirk pede para o Sr. Sulu “dobra 3”, v/c=3, (v/c)^2=9, m = m0/sqrt(-8) = m0 / j2,82 = -j0.353 m0. A Enterprise vai ficar com massa imaginária e negativa, mas tudo bem….

      Minha memória já não anda lá estas coisas, não consigo mais transformar polar-retangular e vice-versa na régua de cálculo como fazia antigamente, mais ainda sei que 4 + j3 = 5 /_ 37º

      • kkkkkkkkkkk, eu esqueci de colocar raiz real. Mas, Famigerado deve estar satisfeito, afinal trouxemos a teoria da relatividade. Vamos botar na pauta o azeitamento do eixo do sol, o acasalamento de muriçoca e atracação de navio. Famigerado, com a palavra. Escolha o tema.

  9. Acabei de ler: o que aconteceu com a dengue?

    Ano passado, o RJ chegou perto de vinte mil casos POR SEMANA. Em 2020, o total acumulado DO ANO não chega a dez mil.

    A dengue sumiu? Claro que não, não faria sentido uma doença endêmica sumir de um ano para outro.

    O problema: um dos efeitos do COVID é a formação de coágulos no sangue; é comum pacientes graves receberem anticoagulantes.

    A pergunta: considerando que hoje o padrão de diagnóstico é “Se tossiu é covid!”, estarão pacientes com dengue hemorrágica recebendo anticoagulantes?

    Outra pergunta: se ninguém mais é diagnosticado com dengue, que tipo de tratamento os doentes de dengue (que continua existindo) estão recebendo?

    As dúvidas acima também valem para zika, chigungunya, febre amarela, etc, etc, etc.

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