JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

Baseada no mote:

Quem passar no castelo da saudade
Dê lembrança ao amor que já foi meu.

recebi por WhatsApp, vindo da parte do meu amigo e poeta Marcílio Pá Seca Siqueira, de quem sou fã confesso, a seguinte glosa em décima:

Tinha um jarro com flores na janela
Da casinha na beira da estrada
Uma penca de rosa perfumada
Num presente de amor que dei a ela
Mas o tempo passou e a donzela
No segundo seguinte me esqueceu
Meu sorriso alegre entristeceu
Nossa história findou bem na metade
Quem passar no castelo da saudade
Dê lembrança ao amor que já foi meu.

Aí, eu lhe respondi no mesmo estilo, seguindo o mote de domínio público:

O espelho de um velho camiseiro
Tantas vezes foi nossa testemunha
Do amor que do quarto se transpunha
E ganhava as veredas do terreiro.
Viajava depois o mundo inteiro
Mas, voltava ao quarto onde nasceu
Com o tempo cansou, parou, morreu
Ante o espelho chorando essa maldade
Quem passar no castelo da saudade
Dê lembrança ao amor que já foi meu.

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