PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Fomos… E quem nos visse pensaria:
– Que almas felizes! que casal ditoso!
– Como ele vai a estremecer de gozo!
– E ela, como é formosa! que alegria!

Voltei sozinho e ao meu passar ouvia:
– Que olhar magoado!… Como vai choroso!
E uma voz que sangrou meu peito ansioso:
– Louco daquele que no Amor confia!

Falena! a luz de um riso eis-te perdido!
Foste cheio de Fé, voltas descrido,
e o desengano teu caminho junca…

– “Hás de esquecê-la”! ouvi dizer ao lado…
Meu coração responde, estrangulado:
– Odiá-la, sim, mas esquecê-la, nunca!

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