CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Por que o termo “mercado” ganhou tanta antipatia? Você é parte do mercado.

Banqueiros e Mercado são sinônimos de maldade e inimigos do cidadão trabalhador. Esta é a identificação que a sociedade brasileira, de maneira geral, faz dos agentes financeiros. Associam a imagem do Mercado a um almofadinha vestido com terno e gravata, que manipula preços dos produtos ou serviços negociados em cada segmento desse monstro, que sempre ganha independentemente de os preços estarem em alta ou baixa. Não é verdade. A verdade é outra, são os mercados que viabilizam o progresso da humanidade.

Nenhum dos agentes dos mercados existe para fazer caridade, bem como um padeiro que acorda cedo para vender seus pães, o faz para ganhar dinheiro. Para abrir sua padaria, o padeiro pode ter usado um empréstimo bancário para ter o capital inicial necessário. Todos têm sua função no mercado em que participam, inclusive você que compra o pão, ou investiu seu dinheiro no banco que emprestou para o padeiro.

Banqueiros fazem custódia, intermediação entre poupadores (credores) e investidores (devedores), dão garantias, fazem cobranças, etc. Podemos imaginar o mundo dos negócios sem os banqueiros? Os bancos tradicionais se modernizaram, hoje o cidadão faz muitas operações bancárias de casa, o que significa ganho de tempo e mais produtividade para ambos, bancos e clientes. Progresso! A baixa concorrência e o consequente alto custo de transação bancária está com os dias contados aqui no nosso Brasil.

Em função das exigências burocráticas e de capital para abrir uma instituição bancária, existiam poucos bancos que dominavam a cena e os custos. Essa situação está sendo fulminada pela entrada de novas companhias, bancos digitais e fintechs que reduzem drasticamente os custos, trazem muito dos serviços bancários para a palma da sua mão com preço muito baixo. O padeiro pode pagar suas contas e fazer investimentos pagando muito menos e quase sem tirar a mão da massa. Mais lucro!

A história conta que as primeiras bolsas de valores foram criadas ainda no Século XV. A organização dos negócios foi e continua sendo um enorme avanço para quem consome, investe, produz, especula. As oscilações nas bolsas são associadas de forma errônea à uma jogatina cruel, uma cilada para enganar quem se arrisca a “jogar na Bolsa”. Muita gente investe ou joga nas bolsas de valores e mercadorias, negociando diversos títulos, desde ações, moedas, papéis financeiros, commodities etc. Graças a essa movimentação, ou jogatina, nas bolsas, empresas podem captar recursos emitindo ações e outros títulos para expandirem seus negócios.

Produtores do agronegócio podem vender a futuro parte da sua produção, garantindo preços que julgam satisfatórios. Importadores e exportadores têm a alternativa de garantir o câmbio de suas operações antecipadamente. É incalculável o número de operações que são criadas diariamente para dar dinâmica a economia.

Existem riscos embutidos no aumento da velocidade de circulação da moeda e capacidade de multiplicação do capital. Você investe seu capital no banco A, que empresta para uma indústria M, a indústria M financia a compra de uma máquina e aplica o restante num outro banco B, a empresa M vende seu produto a prazo para um distribuidor X, que vende parcelado para o consumidor final, que pode ser você mesmo. Em tese, tudo em cima do capital que você aplicou no banco inicial A. Dá para entender que existe risco, mas o benefício para o desenvolvimento da humanidade tem sido muito maior.

Para tentar evitar ou minimizar esse excesso de alavancagem e risco, existem aqui no Brasil, o Banco Central, a CVM, e outras instituições que controlam crédito.

Escrevi essa besteirinha de forma bem simplificada, porque os Mercados são muito maltratados e não merecem todo esse preconceito, embora exijam atenção das autoridades e o máximo de cuidado por parte do cidadão, para não comprar gato por lebre. Espertalhões existem tanto nos mercados financeiros quanto nas igrejas, onde também existem guias espirituais que vendem lugar no Reino de Deus.

O que chamam de “mercado” somos todos nós fazendo negócios diariamente. Não estamos tão distantes do mercado quanto imaginamos.

5 pensou em “C EDUARDO – PATY DO ALFERES-RJ

  1. Tá vendo como eu estou certo? C. Eduardo de Paty dos Alferes é uma pessoa normal e inteligente. Eu estou de acordo e subscrevo tudo o que ele disse no texto acima.

    O problema dele é a tal doença incurável que ele tem. Ele tem um ódio doentio pelos conservadores e por quem representa estes no momento; Jair Bolsonaro. Ele fala que não é de esquerda e que também não quer a volta do Lulla. O problema é que esta 3ª opção, que seja honesta, não seja corrupto ou ignorante; não se apresentou até agora

    No texto a doença não se manifestou, pois o nome do causador da enfermidade não foi citado, caso fosse, haveria um outro C. Eduardo, irracional, cego de ódio, sem condições de dizer coisa com coisa.

    Minhas orações são poderosas e quem sabe um dia o ódio ao Biroliro se vá e entenda que este não é a melhor opção, é a única que se apresenta.

  2. Porrra !!!!!!! . Agora descobriu que o adorado Bolsonaro é um “reptiliano ” este amigo do batráquio resolveu escrever sobre mercado . Vai ter mercado dizendo ligue djá !. Ou será que o amor aos banqueiros é devido a “dona” do Itaú ter , segundo os esquerdopatas , manifestado apoio ao batráquio.
    Como dizia o Goianus , o que o c* tem haver com a cueca ?. Por favor sr. C Eduardo ignore as poderosas orações do João Francisco e volte a caluniar o Grande Bozo para gáudio deste jornal e deixe o mercado com o Marcelo Bertoluci , nosso futuro ministro da economia..

  3. Marcelo Bertoluci, segundo Joaquimfrancisco , nosso futuro ministro da economia poderia enfiar sua colher neste assunto MERCADO e dar seus pitacos…

    E eu li, reli, rerreli o texto do Cadu e não achei a palavra Bolsonaro ou qualquer uma de suas variantes… O que aconteceu? Logo agora que nos ensinaram que o cabra Jair pousou com sua nave em Varginha…

    Pô C Eduardo, que decepção….

    Vou retornar ao texto, pois com certeza deve haver algum alusão ao Bozo, Nero, Genocida, Bolsoringa, etc, etc, etc…

    E aí, C Eduardo? Vamos votar no Jair em 2022?

  4. O texto me fez lembrar, um importante artigo, que trata sobre o assunto, escrito pelo professor Walter Williams, um dos melhores economistas americano, com os seguintes título e subtítulo “Se você é contra a economia de mercado, você nunca viveu fora dela. A diferença entre ignorância e estupidez é a diferença entre prosperidade e miséria.” Quem leu o esclarecedor texto do Sr. C. Eduardo poderá confirmar as suas colocações no artigo do Walter Willians em: https://www.mises.org.br/article/2802/se-voce-e-contra-a-economia-de-mercado-voce-nunca-viveu-fora-dela

    • Grande Deco !.”A diferença entre ignorância e estupidez é a diferença entre prosperidade e miséria ” isto foi profundo !. Precisamos discutir o assunto antes que vá pro fundo mesmo.

Deixe uma resposta