Há um ano se fala em eleição presidencial nesse país e vi muitas opiniões de que o atual presidente não iria concorrer novamente, sendo um dos motivos, o risco de encerrar sua folha corrida com uma derrota eleitoral. Pela quantidade de “inaugurações” realizadas até ontem, aqui pelo Nordeste, o referido cidadão é mais candidato do que qualquer outro.
Cabe destacar, dentre tantas “inaugurações”, duas que se sobressaíram fortemente: uma foi a transposição das águas do Velho Chico que chegariam, através de um “túnel” para beneficiar a população de Apodi, no Rio Grande do Norte. Pois é! O presidente chegou para ver água entrar e sair do túnel, mas por “erro de cálculo” o presidente chegou e a água não. espantosamente, o tal túnel era, apenas, um container. O que eu lamento é que a população nordestina permanece incapaz de reagir contra tanta falta de respeito.
A coisa foi bem pior, talvez, em Salvador com a inauguração da ponte para Itaparica. Esta ponte foi prometida, pelo governo petista, em 2006 e, após 20 anos, nunca foi construída uma viga de concreto. O governador da Bahia, numa entrevista, informou que a ponte precisa de recursos e que para concluir a obra seriam necessários 20 anos. Diante desses dois exemplos, fica a perguntar: por que se vota no PT?
Antes de qualquer coisa, sou nordestino, discordo de quaisquer sentimentos de xenofobia, não alimento quaisquer rupturas entre os estados brasileiros e acho lamentável quando somos tratados como uma escória. Não deve ser assim. Recentemente um juiz pernambucano aceitou denúncia do Ministério Público contra um camarada que teceu comentários racistas contra os nordestinos. É uma pena que isso aconteça.
Se olharmos os resultados das eleições presidenciais, principalmente a de 2022, os votos que elegeram o atual presidente foram maciçamente do Nordeste, mas as demais regiões também deram votos que complementaram essa vitória. Todos acreditavam que em Minas Gerais, o PT perderia com uma larga diferença de votos, mas não foi isso que aconteceu. Observe o caso de São Paulo. Como é possível que Marina Silva, acreana de nascimento, aparecer nas pesquisas de intenção de votos com percentual maior do que o ex-secretário de segurança pública, Guilherme Derrite?
Tudo isso mostra que a conscientização política é algo que precisa ser focado com mais dedicação. O modelo educacional que nós temos induz ao ambiente doutrinário e são muitos casos nos quais os filhos em idade escolar (3º ano do ensino médio, por exemplo) fingem que ouvem seus pais, apenas como uma forma de não estender um debate. Na verdade, o conceito aprendido na escola, disseminado pelos mestres e fortalecido pelos colegas de turma, já encontrou raízes sólidas no pensamento juvenil. Há exceções? Sim, mas estas são raríssimas.
Eu me recordo do comentário feito por um amigo sobre uma prova de História que o filho fez. O assunto era a 2ª Guerra Mundial, mas todas as aulas que o professor ministrou tratava de igualdade de gênero e coisas assim. Na verdade, não era aulas, mas meros bates papos e falatório por parte do professor. Este tipo de situação é mais raro numa escola privada, no entanto, a sensação que eu tenho é que existe um plano arquitetado para que a educação seja, unicamente, pública. Os protestos contra os recursos do Prouni, por exemplo, mostram perfeita discordância em relação a este tipo de programa porque ele atende a iniciativa privada e tais recursos poderiam ser investidos na educação pública.
O Brasil não sinaliza que sairá dessa miséria tão cedo. Nosso deslocamento, no tempo, é igual a uma mancha de óleo no mar: cresce como circunferência e aproveita os movimentos ondulatórios para crescer. Observe-se, por exemplo, o resultados das estatais: até maio, contabilizaram um rombo de R$ 7,4 bilhões e se consideramos as projeções até dezembro, isso deve chegar, facilmente, aos R$ bilhões. Alguém do governo está preocupado? Nem um pouco a desculpa é simples: existem outros países cuja relação Dívida/PIB é maior do que 1. O Japão, por exemplo, a dívida pública é mais de 200% do PIB, mas olha quanto o Japão paga de amortização dessa dívida e compara com o que acontece no Brasil.
Diante de tudo isso, seria compreensível que a oposição entendesse que há um só problema a ser resolvido: tirar esse governo irresponsável e equilibrar as contas públicas. Combater a corrupção e fazer valer a lei para que sobre dinheiro para investimento em educação, saúde e segurança, dentre outros campos.
Não se trata de acabar com programas sociais, mas de aperfeiçoar para que eles realmente funcionem.
Maís um domingo e uma radiografia do momento brasileiro, por nosso caro Assuero. O gestor de ocasião nunca desceu do palanque, nunca teve um programa de governo, até porque quem passeia muito, não tem tempo de ver às coisas ao seu redor. Quanto aos eleitores nordestinos e brasileiros, na sua grande maioria, são analfabetos políticos, eu nunca votei em esquerdista e procuro me inteirar da vida pregressa da figura, à quem penso depositar meu voto. Erramos muitas vezes, pois ninguém tem nome de honesto na testa, mas petista é marca registrada de desmando e corrupção, parece mais praga.