Comentário sobre a postagem UM QUASE POETA
Jairo Juruna:
Xico Bizerra apresenta nesta letra uma bela demonstração de humildade artística e reverência aos grandes nomes da literatura mundial.
Utilizando o texto para se colocar como um mero aprendiz, o autor cita nominalmente gigantes da poesia para marcar a distância que enxerga entre seus versos e a genialidade consagrada do timaço de poetas que ele reverencia.
Ao fechar o poema com as expressões “nunca PESSOA” e “fingidor poeta de versos à toa”, ele faz uma clara alusão ao famoso conceito de Fernando Pessoa de que “o poeta é um fingidor”.
O autor brinca com essa ideia para reforçar sua própria autoimagem de “pretenso esteta”.
A letra faz parte do álbum MEU SAMBA É ASSIM, que conta com a direção musical do renomado mestre Jorge Simas – que tem histórico de trabalho semelhante com diversos craques da MPB – o que indica que, além da forte carga literária, a estrutura foi pensada para ganhar ritmo e melodia nas rodas de samba.
Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor.
O álbum MEU SAMBA – com as composições de Xico Bizerra – vem em boa hora, chegando para levantar o astral e servindo como uma importante contribuição para não deixar o samba morrer.
Boto fé em tudo isso aí.
Agradeci no espaço reservado para tal, e renovo a gratidão, pelo generoso comentário de Jairo Juruna. Como disse lá, elogios como este são a pílula que estimula a publicação de minhas besteiragens e baboseiras por aqui e por outras paragens. Obrigado, Juruna.