
Escrever, para mim, é um ato de amor. Pouco importa se poesia ou prosa, interessa mesmo é o gesto da escrita. É a troca de carícias entre o texto e o autor, o lápis e o papel, o cuidado de um com o outro, a simbiose perfeita entre o prazer e o querer bem. Papel e lápis à mão (ou teclado aos dedos), rabiscos preliminares antecedem parágrafos ou versos eretos com todas as estrofes molhadas, num gozo pleno de sílabas e palavras, um orgasmo poético, luxúria lasciva das letras. E assim faz-se o tempo, consuma-se o prazer, traduz -se o amor e a paz é apenas uma consequência. Simples, como tudo que tem por origem a inspiração, que tem por fim a felicidade. Que nem o amor. Que nem a palavra.
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Mestre Xico,
Sua crônica é uma ode à felicidade, onde só cabe o amor.
Escrever é um ato de prazer tão saboroso que muitas vezes, nos poucos tempos que me restam do trabalho, que passa a hora de comer, mas me pego feliz sem o rancor da barriga vazia.
Chico Buarque me acompanha nessa empreitada, tijolo por tijolo no desenho mágico.
Procurei mostrar a similaridade do ato de escrever com o ato de amar. Prazeres diferentes mas tão iguais. Abraço, Cícero. Com CBH você não poderia estar melhor acompanhado.