DEU NO JORNAL

Leandro Ruschel

Um dos militantes de redação do regime postou uma charge que tem claro objetivo de desumanizar seus opositores.

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Esse é um componente essencial da propaganda de qualquer regime totalitário. Para justificar a retirada dos direitos fundamentais dos opositores, especialmente os chamados “bolsonaristas” e submetê-los a um processo de censura, perseguição sistemática e prisão, ao arrepio da lei, é preciso retratá-los não só como uma ameaça, mas também com não humanos.

É uma tática antiga.

Por exemplo, os nazistas frequentemente comparavam os judeus a “baratas” (cockroaches, em inglês) em sua propaganda, como parte de uma estratégia sistemática de desumanização para justificar o Holocausto. Essa retórica equiparava os judeus a pragas ou vermes a serem exterminados, facilitando a aceitação de atrocidades.

A propaganda nazista incluía referências explícitas a judeus como ratos, piolhos, baratas, raposas e abutres, entre outros animais e insetos considerados indesejáveis.

Essa comparação não era apenas verbal: filmes como “O Judeu Eterno” (Der Ewige Jude) retratavam judeus como ratos espalhando doenças, reforçando a ideia de que eles eram uma ameaça parasitária à sociedade alemã. Essa desumanização contribuiu para o tratamento brutal, incluindo guetos, campos de concentração e o genocídio de seis milhões de judeus.

2 pensou em “A MILITÂNCIA DE REDAÇÃO

  1. Acho que o autor desta excrescência não leu “A Metamorfose”, de Franz kafka.

    A transformação do protagonista em um inseto monstruoso (não, o livro não fala em baratas) é uma referencia à desumanização que precede o extermínio; expediente fundamental de qualquer regime totalitário – Nazismo e seu irmão gêmeo, o Comunismo.

    Nada a se estranhar, portanto, vindo de quem veio.

    Pensando melhor, acho que o dito cujo leu, sim, o escritor checo. Isso não é ignorância; é método! sobretudo por contar com a estupidez de seus leitores; estes sim ignorantes e analfabetos em vários idiomas.

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