XICO COM X, BIZERRA COM I

Nos tempos atuais, em que tanto se discute a questão das colorações partidárias, dos matizes ideológicos, cabe a dúvida: palavras tem cor? Entendo que não. As palavras são de toda cor, são caleidoscópios de vários matizes. Juntas, formam um mosaico colorido capaz de se inserir num verso, de ser uma rima, de virar poesia, ou, como prosa, de transformar-se em uma crônica, em um conto ou até mesmo em um romance caudaloso e, por isso, multicolorido. São mutáveis as cores, ao bel olhar pessoal de cada um que as vê. Amarelo do sol das manhãs ou Azul de uma noite terna e calma, pouco importa. Só os privados de visão crítica e plenos de ignorância política atribuem cor política às palavras. Interessa-me, muito mais que a eventual cor das palavras, o valor do que escrito está. E viva o literário Arco-Íris.

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4 pensou em “A COR DAS PALAVRAS

  1. Também me exercem um fascínio as palavras, Mestre Xico.

    Se existe uma gente que admiro e reverencio são os poetas e os repentistas, que sabem tirar de onde não tem e pôr onde não cabe.

    Fico fascinado com as letras de Chico Buarque, Caetano e Gil, entre outros gênios emedebistas, que fazem miséria com as palavras sem maculá-las. Outros já fazem com o som da melodia como o mestre Ennio Morricone.

    Me fascina de sua autoria Oração do Sanfoneiro, interpretada pelo Mestre Dominguinhos.

    São essas coisas boa da vida que alegram o coração da gente tão bombardeados de hipocrisias políticas.

    Valeu, mestre, com A Cor das Palavras.

  2. Como tirar tua razão? Como um argumento colorido tiraste a cor das palavras, não o sentido nem a vida. Palavras ditas não voltam atrás, portanto, só testa seguir em frente.

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