Uma agência de Banco, que opera com PVC
Quase “noventeando”, achei melhor declarar logo o óbvio:
Chegarei no próximo mês à estrada dos 90 anos de idade – pela contagem do iluminado e saudoso, Dr. Reinaldo de Oliveira. Não é mole!
Sinto-me obrigado a ir mudando minhas rotinas. Mas, que é difícil, não posso negar. É muita pressão familiar!…
Se boto uma coisa qualquer num lugar da mesa de trabalho e alguém coloca do outro lado, já me perco. Se estou contando uma “historinha” e alguém faz uma pergunta, danou-se: precisarei de instantes para voltar ao que estava falando.
Fazer novas palestras, só com script.
Mas, a devoção de contribuir com a gastança moderada de minha vítima (a esposa há mais de 35 anos) é irrecusável.
E só de aposentadoria não se vive!
Além disso, como é natural, tenho que me manter, comendo, pelo menos, o pão, pela manhã e à noite, aquele que Deus amassou. Por isso peço licença aos leitores, a fim de explicar plausíveis razões de melhor tema nesta crônica.
A profissão de editor profissional de livros, me insufla a manter o mesmo pique dos 25 anos. Mas, observo que o gás está na reserva do bujão, a “lataria” e os “amortecedores” do fêmur, não são mais os mesmos.
Ainda assim, estou trabalhando num “livrão”, que soma 325 páginas com ilustrações.
Mas terei que resistir até que o enfarte me convide a ir com a “Velha da Foice” para a Eternidade.
É fácil entender que a porcaria da velhice está chegando e não é nada parecido com as PVCs com as quais eu trabalhava nos primeiros dias como bancário: as “Promessas de Venda de Câmbio”.
Antes fosse!
Não há dúvidas: a PVC – Porcaria da Velhice Chegou e veio para ficar.
