DEU NO JORNAL

Leandro Ruschel

É difícil esperar que uma pessoa que não saiba sequer ligar um disjuntor possa entender de economia. Mas a gente sabe que esse tipo de manifestação da militante de redação da Lula News vai muito além da ignorância.

Vale a pena esclarecer, não para ela, que está além da salvação, mas para os desavisados que podem cair na metralhadora de lorotas proferidas.

A economia está crescendo hoje justamente pela injeção de recursos pelo governo. A implementação do socialismo segue sempre esse padrão: num primeiro momento, parece estar dando certo, porque há crescimento e mais gente sai da pobreza, pela distribuição de recursos.

Só que a ressaca está logo ali, virando a esquina, e é exatamente isso que o mercado está enxergando. Eu lembro muito bem quando as políticas redistributivas do chavismo foram tratadas pela esquerda ao redor do mundo como uma espécie de milagre, e como prova da superioridade do socialismo para retirar pessoas da pobreza.

Obviamente, se tratava de uma miragem. No caso venezuelano, a festa durou um pouco mais do que de costume por conta do petróleo em alta, mas acabou com o povo comendo seus animais domésticos para não morrer de fome, sem contar com a ditadura brutal estabelecida. De forma similar, a festa brasileira dos primeiros mandatos de Lula foi esticada pelo fenômeno do crescimento chinês na primeira década do milênio.

Mas, como dizia Thatcher, o socialismo acaba quando acaba o dinheiro dos outros. No caso brasileiro, é ainda pior, porque o dinheiro dos outros já acabou e estamos gastando o dinheiro das próximas gerações, na forma de um endividamento brutal.

Logo, o final desse filme já é conhecido: desvalorização cambial, inflação e recessão. Foi exatamente isso que derrubou a mulher sapiens. Em casos mais extremos, há a destruição completa do mercado em paralelo à instalação de uma ditadura, como aconteceu em países como Cuba, Venezuela e Coréia do Norte, entre outros.

Só que agora o problema brasileiro é muito maior. Primeiro, o Brasil está muito mais endividado do que estava na época da Dilma. Segundo, e mais importante, não há mais liberdade política no Brasil. Assim, quando a recessão produzir uma profunda onda de indignação popular, os inquéritos das fake news e afins estarão abertos e prontos para colocar em cana quem reclamar — em nome da “democracia”, claro.

É por essas e outras que o mercado se antecipa e vende Brasil como se não houvesse amanhã. Como Deus é brasileiro e nos acostumamos a viver na beira do precipício, é possível que um milagre aconteça e o cenário mude.

Mas quem investirá com base na expectativa de um milagre?

Um comentário em “XINGAR O MERCADO NÃO MUDA A REALIDADE: O FIM JÁ ESTÁ ESCRITO

  1. b r u t a l i d a d e – HOUAISS aceps. 2 e 4 ! ! !
    brutalidade disjuntória e NOTÓRIA !!!

    ‘cês já pensaram com é isso aí tratanto com os subalternos ?
    certamente aos coices !

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