Alguns dos relógios de Neymar não foram devidamente polidos.
E o tatuador oficial da seleção perdeu o vôo para os Estados Unidos, assim como o cabeleireiro de Rafinha.
O treinador italiano arretou-se com o barraqueiro da esquina que lhe mandou chicletes sabor Tutti Fruti ao invés dos de Hortelã.
A Virgínia ‘tava influenciando para a Rede Globo e o Vini viu nada.
Todos esqueceram que Halland estava em campo … [Ainda bem que eu não gastei $ 7.000 com o ingresso de menor valor para ver os remadores da Escandinávia …

Futebol e poesia já se assemelharam, nos bons tempos do português Pessoa. Hoje, não mais.
A ditadura que habitou minha infância e adolescência instrumentalizou o futebol para manipular a emoção do povo e hoje a camisa amarela da seleção tornou-se o uniforme oficial do fascismo brasileiro.
Nos campos, colonizadores ajudados por maus juízes, vencem colonizados. Vide, por exemplo, a Bélgica contra o Senegal.
Tentei torcer, não consegui. Um monte de babacas, esbanjadores ostentando suas novas riquezas, pobres ricos, apoiando a direita e virando garotos propagandistas das casas de apostas, máfia que hoje domina o Brasil.
Torço pelo Brasil, não torço pela seleção.