
O 11 de setembro não foi um ponto final. Foi o início de uma guerra assimétrica que muitos ainda recusam reconhecer
Vinte e cinco anos se passaram desde aquele 11 de setembro de 2001, e a imagem das Torres Gêmeas desabando ainda deveria servir de alerta permanente contra a ilusão de que o Ocidente pode conviver pacificamente com o fanatismo islâmico. Dois aviões sequestrados por jihadistas da Al-Qaeda, comandados por Osama bin Laden, atingiram os símbolos do capitalismo e da liberdade em Nova York. Quase três mil inocentes morreram. Não foi “um acidente”, nem “resistência”, nem “consequência da política externa americana”. Foi terrorismo islâmico puro e simples.
Como escrevi anos atrás, ao comparar o massacre do Hamas em Israel com aquele dia: “Quando os terroristas islâmicos atacaram os Estados Unidos no 11 de setembro de 2001, morreram cerca de três mil pessoas, isso numa nação com mais de 300 milhões de habitantes. […] Sabemos qual foi a reação americana àquele atentado terrorista sem precedentes”. Os americanos, ao contrário da esquerda caviar que hoje prefere relativizar tudo, entenderam que havia um inimigo declarado e reagiram.
A esquerda, no entanto, fez o que sempre faz: negou a natureza religiosa e ideológica do ataque. Preferiu falar em “pobreza”, “humilhação” ou “imperialismo”. Essa denegação, que já denunciava em 2016 diante de outros atentados na Europa, continua até hoje. Chamam terroristas de “militantes” e transformam as vítimas ocidentais em algozes. O politicamente correto impede que se diga o óbvio: o problema não é o Islã “moderado” de fachada, mas a doutrina que prega a submissão do infiel e a glória do mártir.
As Torres Gêmeas não caíram apenas por impacto e fogo. Caíram porque representavam o que o islamismo radical odeia: a liberdade individual, o comércio, a criatividade humana sem califado. Quatro aviões, dezenove sequestradores, um plano calculado para máxima carnificina. Quem ainda insiste em teorias da conspiração sobre “explosivos controlados” ou “inside job” só demonstra a mesma recusa em encarar o inimigo real.
Vinte e cinco anos depois do 11 de setembro, o Ocidente pagou um preço alto nas guerras do Afeganistão e do Iraque, mas o erro maior não foi reagir. Foi acreditar que o multiculturalismo e a abertura irrestrita de fronteiras resolveriam o problema. Enquanto isso, células terroristas se proliferaram na Europa e até nos Estados Unidos. O 11 de setembro não foi um ponto final. Foi o início de uma guerra assimétrica que muitos ainda recusam reconhecer.
Hoje, em 2026, vemos prefeitos de esquerda em Nova York relativizando a memória das vítimas e documentos sendo usados para politizar o luto. A mesma turma que chama patriotas de “terroristas” hesita em nomear o islamismo radical. Essa inversão moral é a maior vitória póstuma de bin Laden.
Em 23 de março de 2019, num discurso para o CAIR (Councilon American-Islamic Relations), a democrata Ilhan Omar falou: “Algumas pessoas fizeram alguma coisa”. O contexto era o 11 de Setembro. Leandro Ruschel resumiu: “A união entre a esquerda radical e o fundamentalismo islâmico é a maior ameaça ao Ocidente”.
Não se trata de ódio a muçulmanos. Trata-se de recusar a submissão. A civilização ocidental sobreviveu a nazistas e comunistas porque teve clareza sobre o inimigo. Com o jihadismo, essa clareza foi minada pelo complexo de culpa e pela imprensa “progressista”.
Vinte e cinco anos depois, o dever é simples: lembrar quem atacou, por que atacou e o que está em jogo. As Torres Gêmeas caíram. A memória delas não pode cair também.