
Bento Carneiro, o vampiro brasileiro
Pra começar, devo advertir os leitores de que qualquer semelhança com “pessoa viva” terá sido de propósito.
No Brasil se implantou, há muito tempo, a caquistocracia. Nome feio danado! E o pior é o que ele exprime: o modelo de governo em que há predominância de pessoas com péssimas qualidades, sobretudo, a malandragem.
Caquistocracia indica “o governo dos piores”. Apareceu no século XVII para descrever a ascensão política de pessoas menos qualificadas e sem escrupulosos.
Inspirou-me um leitor de Fortaleza, que citou esse “palavrão”. É fácil entender, através da sátira, que o povo brasileiro apela para resolver os grandes problemas do nosso tempo, na boca da urna, demonstrando sua indignidade sob a aplicação do mote da piada e da gozação.
Em nosso caso, sem eleição, um “supra-juiz supremo” planeja, pelas interfaces, expandir seu desejo ainda mais abrangente e arrogante, ser o “Imperador do Brasil”. É a parte cômica e trágica em que vivemos e sofremos na realidade implantada no Brasil atual.
A “Sátira dos Poderosos”, desde os tempos de Aristóteles, rende bufonaria, a arte de penetrar nos bastidores e levantar o véu do indizível, sobremodo pondo à mostra as altíssimas e malandríssimas “despesas sigilosas”, a serem ocultas por um século.
Constata-se que no mundo todo, os comediantes se arvoram ao direito de ascender ao Poder Político, pela certeza de haver ganhos. E, em alguns casos, ocorre somente por simpatia do povo, pela falta de um dedo da mão, pela mentira repetida, pelas falácias ou pelos benefícios sociais. Nunca pela escolha consciente.
Os exemplos não são raros. Zelensky, ator cômico, em 2019, candidatou-se à eleição presidencial do país ucraniano e teve vitória esmagadora. Tiririca, nosso amável palhaço, foi outro exemplo, tornando-se o Deputado Federal mais votado do Brasil. Um certo jogador de futebol se elegeu Senador.
Há, outros – ainda mais intrigantes – que pelos apelidos se celebrizaram, nas urnas, no plenário do Congresso e nas Planilhas da Odebrecht, que aqui aparecem misturados, conforme o Google, onde pesquisamos a matéria:
Pastora, Rei, Capitão, General, Lindinho, Amante, Drácula, Caranguejo, Atleta, Astronauta, Quaquá, Roxinho, Clesinho, Esquálido, Índio, Boca Mole, Babel, Kajuru, Bia, Avião, Gremista, Belém, Botafogo, Nervosinho, Baianinho, Barrigudo, Cu de Calango, ou seja: apelidos de eleitos e de qualificados na Operação Lava Jato.
Pelo que se vê, daqui há alguns anos devemos eleger vários personagens de Chico Anísio e avacalhar o Brasil por inteiro, começando pelo “Bento Carneiro – o Vampiro Brasileiro”.
Comecemos, portanto, a metralhar essa “esculhambação jurídica”, aplicando a tal “Vingança Saramalígna”, pra derrubar toda essa caquistocracia brasileira. Que nosso próximo presidente, se não for um Bolsonaro, seja reencarnado como gente, o falecido Bento Carneiro.