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General da reserva  Marco Edson Gonçalves Dias aparece em vídeo de câmeras de segurança do Palácio do Planalto em 8 de janeiro

General da reserva Marco Edson Gonçalves Dias aparece em vídeo de câmeras de segurança do Palácio do Planalto em 8 de janeiro

O vazamento de imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto, registradas nos atos de vandalismo de 8 de janeiro, abalaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A presença do então chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Marco Edson Gonçalves Dias, e de seus subordinados se comportando de forma aparentemente passiva em relação aos manifestantes, fez a base do governo no Congresso parar de resistir à instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos e passar a entendê-la como inevitável.

A CPMI é vista como uma derrota para Lula, e os vídeos que mostram a equipe do GSI oferecendo até água para os manifestantes reforçam a ideia defendida pela oposição de que o governo não agiu para impedir os atos e depois os usou politicamente para atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Por sua vez, ao mudar de rumo e passar a apoiar a CPMI, o governo vê uma chance retomar a narrativa sobre o 8 de janeiro. A ideia é tentar novamente culpar apoiadores de Bolsonaro pelos atos de vandalismo.

Gonçalves Dias pediu demissão após a divulgação das imagens. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que se o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, ler o pedido de CPMI no próximo dia 26 e houver assinaturas suficientes, o governo vai apoiar.

Até então, governistas manobravam com apoio de Pacheco para tentar impedir a instalação da comissão e pressionavam líderes de partidos a retirar ao menos cerca de 20 assinaturas, de deputados e dez de senadores.

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) afirma que a instalação da CPMI ficou inevitável após a publicação do vídeo. “Com as gravações, ficou muito claro que o governo tinha coisas a esconder, e por isso não encaminhou os vídeos quando solicitados pelo partido Novo”, afirmou.

O senador Jorge Seif (PL-SC) avalia que não restam alternativas ao governo Lula, exceto apoiar a instalação da CPMI. Para ele, é “fato inequívoco de que houve omissões depois das imagens hoje apresentadas”.

O deputado André Fernandes (PL-CE) disse que a oposição vai obstruir os trabalhos do Congresso. “Nada vai funcionar até a CPMI do 8 de janeiro ser instalada!”

Parlamentares de oposição afirmaram ainda que as imagens podem embasar um novo pedido de impeachment contra Lula. Para o senador Jorge Seif (PL-SC), “já existem provas fartas para um encaminhamento neste sentido”.

3 pensou em “VÍDEO ABALA GOVERNO

  1. Tou achando que tem armação nisso! Esse vazamento seletivo pra CNN é coisa pra se desconfiar. Já tão dizendo que parlamentares da quadrilha vão apoiar a CPMI. Devem querer cargos estratégicos e a queima do GSI foi proposital. Não sei bem, mas como certeza tem armação nisso aí. Ora se tem!

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