José Inácio de Abreu e Lima
INSTRUMENTO LITERÁRIO – Há uns 20 anos, quando o jornalismo ainda não servia de instrumento para a compra e venda de notícias, os profissionais do ramo se esforçavam para apresentar seu trabalho nas folhas, sob a predominância do bom domínio da literatura e da verdade.
VIA DE REGRA – Antigo Editor dos meus primeiros livros implicava comigo ao ver expressões pouco usadas que pudessem dar a entender alguma conotação incômoda às interpretações. A exemplo: “via de regra” que poderia se entender como: vagina.
APLICAÇÕES LATINAS – Convivi com mestres do jornalismo e da literatura, durante meu longo estágio no Grêmio Cultural Joaquim Nabuco, dentre eles: Valter de Oliveira, Amílcar Dória Matos e Lelino Manzela, que faziam questão de aplicar palavras e frases pouco conhecidas, empoladas até, para demonstrar que eram cultos. O latim, então, “dava no meio da canela”!
VERNACULAR SIMPLESMENTE – Até quando, crescidos, compreenderam que a linguagem jornalística na literatura seria mais aceitável, porque fácil de entender seria. De tal forma que, do latim, entre outras palavras e expressões, fiquei bem lembrado de não abreviar o etcetera, palavrinha marota e pouco conhecida e bastante usada sob abreviação.
BREVES NOTÍCIAS – Sempre dei preferência às notícias breves, com palavras simples, porque atraem o leitor. Nestes dias venho assinalando noticiário desengavetado dos meus arquivos, publicando aqui, assuntos que estiveram entre meus escritos para o site da Cia. Editora de Pernambuco e no Diário de Pernambuco, entre agosto e novembro de 2003.
COMPARANDO ÉPOCAS – Recordemos: Visita do Presidente Luiz Inácio à Venezuela insinua que a refinaria de petróleo poderá vir a ser em Pernambuco e terá o nome do General Abreu e Lima. Já naqueles tempos havia muita proximidade com a turma bolivariana. Hummmm!
CHAVES FRIAS – Houve ampla propaganda em jornais, rádios e tv sobre a visita do Presidente daquele país amigo, sr. Hugo Rafael Chávez Frías, que esteve em Suape e anunciou, entre abraços e sorrisos, a parceria.
GOOGLE NOTÍCIA – No atual “Pai dos Burros”, o Google, tomamos conhecimento: “A Venezuela não tem mais participação na Refinaria Abreu e Lima. O acordo inicial de parceria, que previa participação da PDVSA (estatal venezuelana), nunca foi formalizado com um contrato definitivo”.
RABICHOLA SUJA – A Venezuela nunca realizou os investimentos necessários a fim de consolidar o compromisso. Em 2013, a estatal venezuelana abandonou o projeto, e a Petrobras amargou sozinha as despesas de construção.
GENERAL HISTÓRICO – O significado da homenagem tem razões indiscutíveis. Segundo várias fontes consultadas, José Inácio de Abreu e Lima nasceu no Recife, em 1794, foi jornalista, escritor e militar, incorporando-se ao exército de Simon Bolívar, com a patente de capitão, e participou das batalhas decisivas na luta de libertação de vários países, inclusive a Venezuela.
ILUSTRE SEPULTADO – Meu saudoso mestre, o historiador Flávio Guerra me informou que Abreu e Lima é o único brasileiro sepultado no cemitério dos ingleses, no Recife.
E na busca de minhas notas, encontrei: “Por conta de suas ideias de liberdade religiosa e devido ao fato de ser maçom, o bispo católico Dom Francisco Cardoso Aires não autorizou seu sepultamento no Cemitério Senhor Bom Jesus da Redenção, no bairro de Santo Amaro das Salinas, no Recife, sendo o General Abreu e Lima sepultado no Cemitério dos Ingleses, na mesma cidade, por deferência co Cônsul Geral daquele país.
