XICO COM X, BIZERRA COM I

Eu vi o Vale do Catimbau e é verdade tudo o que dele se diz. Visto de cima e de tão longe nada parece tão intensamente verde como é. Do alto, o cinza azulado (ou o azul acinzentado, como queiram) domina o horizonte visual, composto de pedra, mato e muito silêncio. Durante todo o tempo a Paz ali faz morada. Permanente. Ao final do dia, um resquício de luz aparta-se do ocaso deixando uma réstia de vida naquele lugar tão belo quanto isolado. E o vale dorme, aproveita o não-barulho e se ornamenta com toda a pouca claridade que ainda lhe chega, como em reverência pela beleza do lugar. Dia seguinte, o azul acinzentado (ou o cinza azulado, como queiram) volta a encantar tantos outros que, como eu, descobriram o lindo Vale, no meio do Agreste, beirando o Sertão. Vê-lo, vale a pena. Se vale! Lindo Vale!

2 pensou em “VALE DO CATIMBAU”

  1. O Vale Vale?, mestre Xico. Vale tudo. Vale a pena. Só não sei se lá tem Rio Doce. Enfim, o que vale mesmo é a pena de um mestre como Xico Bizerra. Viva !!!

  2. disse:
    O Vale vale, doutor. Lá, tudo é doce, até o rio se lá houver. Eu não vi rio no Vale. Mas ele será doce, se lá houver.

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