
Em vez de trabalhar para impedir roubo de celulares, governo se contenta com avisos em aparelhos roubados
O presidente Lula assinou um decreto criando um Banco Nacional de Celulares com Restrição. O celular fica registrado e, havendo uma comunicação de furto ou roubo, esse aparelho exibe uma mensagem indicando que é furtado ou roubado, a fim de avisar quem for comprá-lo. Esse é aquele caso em que Lula disse que era melhor não devolver um celular furtado na delegacia, porque não dava para confiar. Não é novidade que Lula não gosta da polícia; a Adepol nacional até emitiu nota de repúdio contra esse absurdo. São péssimos exemplos vindos de Lula; já houve aquela frase sobre “roubar o celular para tomar uma cerveja”. Mas o celular hoje é a vida da pessoa, está tudo lá. Outro dia, deixei o celular dentro do carro e fui a um evento no Senado. Pensei: “Se levarem o carro, tomara que joguem o celular pela janela, pois o aparelho é mais valioso que o veículo”.
Mas há solução para isso. O problema é que tratamos com muita bondade o ladrão e também quem comete o crime de receptação. É só aumentar bastante a pena para quem comprar coisa furtada. Se está baratinho, desconfie porque é furtado. Desde o fio de cobre roubado da rede elétrica até celulares e rodas de automóveis. Na maior parte das vezes, o ladrão é movido pela oportunidade de vender a mercadoria porque há alguém disposto a cometer o crime de receptação; então, é só aumentar bastante a pena para receptação.
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Todas essas bondades de Lula em ano eleitoral serão consideradas compra de votos?
A pena para quem vende ou compra votos chega a quatro anos de prisão e multa. O candidato que estiver envolvido nisso perderá seu registro. E a compra de votos, diz a lei eleitoral, não inclui só dinheiro: oferecer benefícios ou favores, prestar serviços materiais ou de outra ordem, entregar cesta básica, alimentos, combustível, material de construção, marcar consultas médicas ou fazer promessas de emprego, tudo isso configura crime. Só a promessa já é suficiente. O Ministério Público Federal aconselha o cidadão a clicar em “denúncias e pedidos de informações”, entrar com a conta Gov.br e apresentar as provas para fazer a queixa de venda ou de compra de votos.
E aí pensamos: temos Bolsa Família, benefícios para luz, gás, subsídio para o entregador de moto e para o motorista de aplicativo, tudo sendo oferecido em ano eleitoral, por alguém que é candidato à reeleição e tem o poder de dar essas benesses. O que é isso, afinal? É bom que destrinchemos isso, e a Justiça Eleitoral terá de se manifestar sobre esse assunto.
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Expectativa de inflação segue subindo, e brasileiro confia menos em Lula
A pesquisa Focus, do Banco Central, já mostra expectativa de inflação de 5,33% para este ano. Mais um pouco e chega ao dobro da meta, que é de 3%. E a consequência é que o instituto Ipsos-Ipec mostrou que 56% não confiam em Lula, contra 41% que confiam. A única região com resultado diferente é o Nordeste, onde há uma abundância de Bolsa Família, até maior que o emprego com carteira assinada. Segundo a mesma pesquisa, 38% dizem que a administração Lula é ruim ou péssima, e 25% dizem que é boa ou ótima. Estamos a quase 100 dias da eleição e hoje tudo se movimenta em função de votos. O Congresso Nacional já está praticamente parando. Agora temos festas juninas e Copa do Mundo. Depois vem o recesso e, em seguida, a campanha eleitoral.