XICO COM X, BIZERRA COM I

Nem Deus, nem Diabo, nem estrela, nem breu. Apenas um homem, nu, se esconde na rua, na escuridão de um dia que amanheceu sem sol. Na noite, num caminho só de ida, o homem nu vagueou buscando a si mesmo. Não se encontrou. Sozinho, perdido, abraçou o vazio e lhe ofereceu o braço. De mãos dadas, ele e o vazio, saem em busca da lua e de um clarão, de um infinito longínquo, cada vez mais longe de Deus. Em pouco tempo encontrarão, ermos, o nada além dos céus, a solidão das galáxias distantes e inalcançáveis. E o homem nu assim permanecerá até que o dia vista sua roupa e cumpra sua missão de abrigar os homens nus que por aqui vagueiam …

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