Luana, a bisneta caçula
Conviver com netos, bisnetos e sobrinhos pequeninos é realmente um privilégio! E eu tenho um “estoque” de 12 bisnetos, um lote de netos e vários sobrinhos, formando uma “tuia” de gente muito engraçada. Saem com cada uma!…
Luana, uma das minhas bisnetas, filha de Adriana e Francisco Sales Linhares Neto, costuma sentar-se no tapete de casa e a mãe começa a ativar sua inteligência, fazendo-lhe perguntas educativas. E num desses episódios, deu nisso:
– Minha filha, coqueiro dá o que?
– Côco, não é mamãe!
– Jaqueira dá o que?
– Jaca.
– Laranjeira dá o que, Luana?
– Laranja Mimo-do-céu..
– Mangueira dá o que, minha filha?
E Luana, já com um jeito de quem está sendo interrompida, pois estava dando mingau à sua boneca; já com o juízo meio atrapalhado, face à duração do ”inquérito”, veio com esta dúvida:
– Mangueira… mangueira… Sei não!… Dá água?…
Há outra sujeitinha, a Luiza, filha de Sofia e meu sobrinho Felippe José Machado, que perturbando a vovó, Jurema, pois estava ansiosa para ir fazer compras num shopping, acabou recebendo um inteligente sugestão:
– Minha filha, não poderei ir assim com tanta pressa. Terei que terminar umas coisas na cozinha. Faça o seguinte: conte de 1 a 40 e quando terminar, iremos.
Meio chorosa e já de cara amarrada, Luiza “aplicou”:
– 1,2,3,4,5… 40. Pronto vovô! Completei! Vamos!
Gabriela, (que hoje reside em Nevada, Estados Unidos), filha de Eliane e Carlos Eduardo de Almeida Santos, sabendo que a avó paterna era conhecida pelos netos como: Vovó Carminha, logo que se entendeu de gente passou a chamar o pai de seu pai – que sou eu – de um jeito inédito:
– Vovô Carminho.
Certo domingo, fui com minha noiva e André, filho de minha saudosa cunhada, Iracema e José Tavares de Melo, para ele conhecer o mar e tomar um “banho-salgado”, como se chamava antigamente.
Logo que botou os pés nas águas do Pina, surpreendeu-se com as espumas, abaixou-se, molhou uma das mãos e levou à boca, logo afirmando e indagando:
– Á água é salgada!… Quem salgou?
Mariana, filha de Tereza Cristina e Gustavo Jorge de Almeida Santos, interrompendo minha prosa com seu pai, entrou na sala, choramingando, para informar:
– Papai, tô com uma dor de cabeça muito forte! Acho que vou desmaiar!
E sabendo-se que um carinho de avô diminui dores, falei:
– Venha cá, minha filha, quero ver essa dor de cabeça!
– Pode não vovô; a dor é dentro da cabeça!…
