This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.
Parabéns, Peninha, pela seleção de hoje!
Essa faixa mudou os rumos de uma geração inteira. Passou a ser referencia para adolescentes do mundo inteiro, e foi o embrião da derrubada de inúmeros preconceitos então vigentes.
Na parte que mais me interessa, a musical, ela revolucionou o modo como muitos músicos tocavam: todos queriam saber como Keith Richards conseguira aquele estupendo timbre que hoje em dia ficou fácil de obter graças à tecnologia, pedais, amplificadores (experimente o Kemper), etc. Mas, para a época, foi uma revolução.
O interessante é que muito tempo depois Keith admitiu no seu livro autobiográfico, “Vida”, que a faixa originalmente era um blues sem graça, tocado num violão, e ele tivera vergonha de apresentá-la à banda, só fazendo isso porque precisavam de mais uma faixa para completar o álbum Out of Our Heads e ele só tinha aquela.
Ao vivo, os Rolling Stones nunca conseguiram reproduzir o impacto da versão de estúdio. Numa separação de canais da faixa original, dá pra ouvir Brian Jones tocando violão com quatro acordes para “engordar” a faixa, e é o que muitos guitarristas de cover bands tocam ao vivo, o lick inicial de “Satisfaction” na quinta corda a partir da segunda casa mais os acordes do Brian. Hoje tudo isso parece ser muito simples mas, na época, para quem ouvisse a faixa no rádio, soava como uma revolução musical.
Muito legal também é o baixo do Bill Wyman nessa faixa, cujas notas felizmente não foram trituradas na mixagem brega de dois canais que era então utilizada pela Decca Records. A poderosa bateria de apenas sete peças de Charlie Watts também sempre foi uma referencia, não somente nessa faixa mas em praticamente todas as canções dos Rolling Stones.