Johnny Weissmuler, o Tarzan
Há momentos da infância que de tempos em tempos povoam nossos instantes na fase adulta, os quais expressam épocas bastantes distintas.
De fato não posso comparar as maravilhosas histórias cinematográficas protagonizadas pelo astro Johnny Weissmuler, o inesquecível Tarzan, que protagonizou o personagem do escritor norte-coreano Edgar Rice Burroughs, criado em 1912.
Para os meninotes de minha época, Tarzan era o máximo e não posso nem compará-lo com os filmes de Indiana Jones ou os notáveis jogos que diariamente surgem hoje nas telinhas dos smartphones, através dos quais as crianças ficam fascinadas.
Tarzan era um personagem que durante mais de 10 anos, (de 1932 a 1948), dominou minha imaginação, quando – aparecia nas telas do Cinema Eldorado, aos domingos.
O menino criado nas matas se tornou, pela força do imaginário, o Rei das Selvas. Pegava os jacarés “na tora”, chamava todos os animais com seu grito característico, tinha u’a macaca que era seu guarda-costas, uma linda companheira – Jane – e o filho Boy.
Mas, depois de 1948 começaram a aparecer os substitutos de John Weissmuler – um tal de Lex Barker – que tirou todo o encanto do personagem que nos acostumamos a apreciar.
Johnny, era um ex-campeão olímpico de natação, homem alto, fisionomia de expressão máscula, que imprimia entusiasmo às crianças.
Ainda hoje tenho saudades do Tarzan que falsamente interpretei, quando dava mergulhos no Capibaribe, depois de uivar como o Rei das Selvas, mito de minha infância.

Meu caro amigo Carlos Eduardo, agora você foi longe demais! Compeliu-me a refluir à minha infância linda, tão linda que mesmo longe continua em mim ainda.Tarzan fazia a festa da meninada em Crateús, minha querida cidade natal. Diferentemente do imortal Ataulfo Alves, EU ERA FELIZ E JÁ SABIA. O Cine Poty, ou, o Cinema do Dedé, exibia sempre filmes do adorável Tarzan, com sua bela mulher Jane, o filho Boy e a gaiata macaquinha Chita.
Igualmente a você, eu só gostava do inimitável Johnny Weissmuler.
Parabéns pela nostálgica e bela crônica de hoje!
Abraços desde Fortaleza. Boaventura.