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  1. A Pátria Refém do Dedo: Quando a Toga Vira Trono e o Juiz se Faz Imperador – Maurino Júnior, 31 de julho de 2025

    Não é uma simples fotografia. É um símbolo. Um gesto obsceno, ofensivo, vulgar. Não se trata de irreverência, mas de arrogância. Não é desabafo, é escárnio. O ministro Alexandre de Moraes, no pleno exercício de sua toga, fotografado ostentando o dedo médio em sinal de ultraje, revela, sem rodeios, o que muitos sentem, mas poucos ousam dizer: há algo profundamente errado na cúpula do Poder Judiciário brasileiro.

    Esse gesto não é apenas contra um desafeto, um crítico ou um adversário político. É contra o povo. Contra a Constituição. Contra o próprio princípio de que todo poder emana do povo, e não de gabinetes blindados, cercados de seguranças e precedidos por súmulas vinculantes que tentam substituir o bom senso pela força.

    O Supremo Tribunal Federal — que deveria ser guardião das liberdades, árbitro da Constituição, voz da moderação e farol da democracia — converteu-se, em certos momentos, numa instância inquisitorial, onde o contraditório se transforma em crime, o direito de expressão vira ameaça, e o cidadão, antes soberano, torna-se súdito de um império jurídico cada vez mais autocrático.

    Alexandre de Moraes não é um juiz. É um xerife. Um censor. Um homem que se autoinveste da missão de “salvar a democracia” à sua própria imagem e semelhança. Mas uma democracia em que se prende antes de julgar, em que se pune antes de provar, e em que se cala antes de ouvir — essa não é uma democracia. É uma simulação grotesca da liberdade. É um teatro da legalidade, cujos bastidores cheiram a autoritarismo e vingança política.

    A toga foi feita para resguardar a República, não para encobrir abusos. A caneta de um ministro não foi dada para intimidar cidadãos, jornalistas e parlamentares, mas para aplicar a lei com sabedoria e prudência. E quando um ministro se porta como dono do país, como inquisidor, como autoridade suprema acima do bem, do mal e da Constituição, então o Brasil deixa de ser uma nação livre e mergulha na penumbra de uma oligarquia togada.

    Repudiamos, com todas as letras e toda a força de nossa indignação, esse gesto. Ele não é apenas obsceno — ele é simbólico da inversão de valores que corrompe as instituições. Ele é a imagem nua e crua de um Estado que já não respeita os limites entre os poderes, que já não conhece o significado de “moderação republicana”, e que fez da corte constitucional um balcão de decisões políticas disfarçadas de jurisprudência.

    O dedo de Alexandre de Moraes não é apenas um insulto. É um aviso. Um deboche. Um código de silêncio imposto pela força. É como se dissesse, com todas as letras não ditas: “Cale-se. Eu sou o Estado.”

    Mas o Brasil não é refém de um homem só. O Brasil é maior que qualquer toga. O povo brasileiro — este povo sofrido, mas lúcido, crítico, inteligente — não aceitará viver sob a tirania de silêncios forçados e decisões monocráticas camufladas de virtude.

    A História cobrará. Como sempre cobrou. De Robespierre a Torquemada, de Stalin a todos os que confundiram justiça com vingança, e lei com poder pessoal. O gesto obsceno passará, como passam todos os ídolos de barro. Mas a vergonha que ele representa permanecerá gravada nas páginas sombrias da nossa República.

    É hora de resgatar o espírito da Constituição, de restaurar os pilares do equilíbrio entre os Poderes e de lembrar a todos — inclusive aos de toga — que no Brasil ainda vigora o princípio básico da democracia: ninguém está acima da lei. Nem mesmo quem se acha dono dela.

    Obs: Texto escrito pela madrugada, aqui na linda capital alagoana, tão logo vi a ultrajante, desclassificada e imoral, foto daquele que se acha dono do mundo.
    Demita-se esse vagabundo. Assim mesmo. Mais humilhante.

  2. Eis aí a quintessência do desprezo que a esquerda tem para com o povo brasileiro. Todo discurso de defesa de minorias, de grupos específicos como negros, quilombolas, lgbt, sem terra, sem teto, favelados, agricultores familiares, mulheres, jovens, família e crianças se resumem, todos eles, nesse gesto canalha, aviltante, mais apropriado para um bandido do que para um ministro da Corte Suprema Nacional.
    Eis aí o resumo que a esquerda socialista, comunista, ou progressista, ou seja lá o nome que se autodenominam, pensam do povo brasileiro, dos 213 milhões de pequenos ditadores com diz a ministra Carmen Lucia, e tratam o povo brasileiro.
    Acredito que nada mais precisa ser dito. O gesto do Morais resume o que é a esquerda e o que ela pensa sobre quem não se ajoelha diante de seus altares.

  3. Esta linda photo de Xandemar correrá o mundo, mostrando o nível intelectual e serenidade de sua “xandidade” após ser “ovocionado” pela torcida que lotou a Arena do Corinthians. Relaxa “otoridade”, isto é apenas o começo!

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