XICO COM X, BIZERRA COM I

Sou água, chuva, e quando esteio, deixo as marcas do bem, das terras que pintei de verde, dos frutos paridos sob o meu líquido, dos rios de beiços molhados que perenizarão os mares. Gotejo no início para me transformar, aos poucos, em transbordo, em água muita, para lavar sonhos e enxaguar mágoas. Fui nada, nuvem, neblinei, sou chuva. Para alegria de quem quer fartura, para quem tem filho pra dar de beber. Pra lavar, pra lavrar, pra beber, pra molhar e pra aguar a flor. Pra tudo isso sou chuva. Deixem-me chover.

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