Por sóis, por belos sóis alvissareiros,
Nos troféus do teu sonho irás cantando
As púrpuras romanas arrastando,
Engrinaldado de imortais loureiros.
Nobre guerreiro audaz entre os guerreiros,
Das ideias as lanças sopesando,
Verás, a pouco e pouco, desfilando
Todos os teus desejos condoreiros…
Imaculado, sobre o lodo imundo,
Há de subir, com as vivas castidades,
Das tuas glórias o clarão profundo.
Há de subir, além de eternidades,
Diante do torvo crocitar do mundo,
Para o branco sacrário das saudades!

João da Cruz e Sousa, Florianópolis-SC, (1861-1898)
Cruz e Sousa faz estes versos aparentemente a alguém que se foi.
“Há de subir, além de eternidades,
Diante do torvo crocitar do mundo,
Para o branco sacrário das saudades!”
Entre as décadas de 70 e 80 do século XIX rolavam sonhos de liberdade (condoreiros), do qual também fez parte Castro Alves.
Seriam para ele estes versos?