PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Soneto beija-flor, que suga tão traquino
Com bico fino e longo, o verso dos quartetos,
E beija bem depressa a dupla de tercetos,
Em voo assim veloz, mais ágil que menino.

De forma especial, no verso alexandrino,
Contempla-se feliz o encanto dos sonetos.
Entoam a canção, sextilhas em duetos
Que teimam em rimar de modo tão divino.

O verso do soneto é como um beija-flor
Que voa em marcha ré ou no imoto esplendor,
Deixando no leitor um beijo duradouro.

O beija-flor aguarda o versejar venturo,
Vivendo sabiamente o seu labor seguro,
Chegando ao seu final com verso chave de ouro!

LUCIANO DÍDIMO – “A COLHEITA” – UM SONETO | LITERATURA COM TÚLIO MONTEIRO

Luciano Dídimo Camurça Vieira, Fortaleza-CE

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