Inúmeros amigos meus, espiritistas e espiritualistas, alguns até descrentes, vez por outra me solicitam o envio da minha Nazarenoteca, a lista de livros que possuo em meu gabinete de trabalho sobre o Homão da Galileia, nosso Irmão Libertador. E alguns deles ainda me solicitam duas/três indicações sobre a caminhada d’Ele, para ampliar seus conhecimentos sobre o maior revolucionário da história humana.
Segundo um autor desconhecido, “Jesus foi o primeiro filho de uma camponesa e cresceu numa vila pouco conhecida. Trabalhou como carpinteiro até os trinta anos, e durante três anos foi pregador itinerante do reino de Deus. Nunca possuiu um imóvel nem se casou. Também não cursou uma faculdade. Nunca se afastou mais de trezentos quilômetros do lugar onde nasceu e nunca realizou grandes obras que lhe garantissem destaque. Não tinha outras credenciais a não ser a própria pessoa.”
Na época de Jesus existiam os seguintes grupos políticos: os saduceus, o partido dos sacerdotes; os fariseus, que se postavam como uma facção dos religiosos de Israel, pois o termo fariseu significava separado; os zelotes, os combatentes da resistência judaica que queriam o fim do domínio de Roma; os essênios, os que se imaginavam piedosos, que viviam em pequenas comunidades; e os escribas, que eram meramente copistas profissionais que sabiamler e escrever, que tinham também por finalidade interpretar e ensinar as Escrituras. E o Nazarenos viveu na plenitude dos tempos, pois naquela época existiam duas palavras gregas que significavam tempo: chronos (tempo linear) e kairós (tempo certo ou tempo perfeito). E Jesus veio ao mundo no kairós, o tempo exato estabelecido por Deus.
Há um livro que todos os iniciantes deveriam ler para uma boa caminhada: O DEUS QUE DESTRÓI SONHOS, Rodrigo Bibo, Rio de Janeiro, Thomas Nelson Brasil, 2021, 160 p. Páginas que demonstram como a oração do Pai Nosso é muito perigosa, porque tem um gigantesco potencial de destruir todos os nossos sonhos, aqui falando dos sonhos que nos fazem equivocadamente manipular as Escrituras, afastando-nos de um autêntico discipulado consciente e racional.
Tenho a consciência de que, para se ter Fé, é necessário ser possuidor de uma efetiva inteligência racional, seja no cristianismo, no islamismo e no judaísmo, posto que a verdadeira inteligência se caracteriza pela capacidade de ver as coisas como elas realmente são, com a mais ampla objetividade, sem os sentimentalismos mimimis que alienizam e vilipendiam convivialidades.
Uso sempre três termos que ainda não estão inseridos nos meios sociais. São eles: enxergância (saber ver derredores familiares e comunitários sem emocionalismos baratos), aprendência (adquirir conteúdos humanísticos correlatamente aos ensinamentos tecnológicos adquiridos) e binoculização (saber, a partir dos dois procedimentos anteriores, tecer perspectivas positivas para os amanhãs pessoais, comunitários, planetários e cósmicos).
Não adianta levar livros sagrados debaixo do sovaco. O célebre filósofo francês François-Marie Arouet, conhecido mundialmente por Voltaire, já dizia que inúmeros daqueles que desejam se instruir, a maior parte lê muito mal.
Encareço a leitura de umas páginas que muito acicatarão a passividade espiritual de inúmeras “tartarugas mentais”: A JANELA VISIONÁRIA, Amit Goswami, São Paulo, Cultrix, 2019, 279 p. Uma leitura fascinante que integra nossa espiritualidade com o atual desenvolvimento científico, favorecendo a compreensão da física quântica para leigos.
Saibamos ser cada vez mais CCC – Conscientes Cristãos Críticos, nunca menosprezando a recomendação feita pelo imperador romano Marco Aurélio: “Os médicos sempre têm à mão os instrumentos e aparatos necessários para uma intervenção de emergência. Tenha sempre a capacidade de cuidar de sua parte divina (espiritual) e da humana (terrena).”
Sempre busco esclarecer, dentro das minhas gigantescas limitações, que todo fogo não se apaga quando se joga mais lenha. Tal e qual aquele idiopata que nunca sabia diferenciar esquerda de direita, quando estava no escuro.