CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima e dia em que a Lei Áurea foi sancionada, em 1888.

Dessa forma, a Lei da Abolição da Escravatura, assinada pela Princesa Isabel, determinou o fim da escravidão dos negros aqui no país.

Maria Santissima, volvei vossos olhos misericordiosos para este mundo tão necessitado de Paz, de Saúde e Justiça.

Vinde em nosso auxilio, Mãe dos Aflitos, e socorrei-nos com Vosso Amor e Piedade.

Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.

Vamos orar

6 pensou em “SÉRGIO – SÃO PAULO-SP

  1. 13 de maio… esta data me traz sentimentos distintos e, de certa forma, antagônicos.

    O aspecto religioso me faz lembrar minha avó, católica fervorosa, como minha mãe. Lembrança boa que me acalenta.

    Quanto ao aspecto histórico, tenho uma péssima sensação. Um misto de decepção; tristeza e perda. Perda de oportunidade. Explico:

    Me refiro a tão falada abolição. Se os escravos, meus antepassados, tivesses conquistado sua liberdade à bala, com derramamento de sangue, em vez terem sido “agraciados” pela elite da época, hoje não haveria este vitimismo insuportável.

    Liberdade não se pede, se conquista! Péssima lembrança!

    • A libertação dos escravos no Brasil não foi uma “graça” concedida pela elite, ao contrário.

      A Corte imperial lutou contra os barões do agro, que revidaram, derrubando a monarquia pouco mais de um ano depois.

      A Imperatriz Leopoldina não aceitava a escravidão, D. Pedro I e seu filho, Pedro II também eram contra, mas o volume de dinheiro do tráfico era muito alto e era quase impossível o fim disso.

      Nos EUA o fim da escravidão não foi conquistado com bala e sim no Congresso, com forte resistência dos democratas.

      Princesa Isabel é sim a Redentora.

      • Caro Francisco, meu conterrâneo. Como o senhor acabou de confirmar, a abolição foi uma concessão da elite, considerando que o imperador e sua filha pertenciam a esta elite.

        O que quis destacar foi a pouca participação dos escravos neste processo; os maiores interessados. Não discuto aqui as condições e possibilidades que eles tinham de mobilização. Apenas quis lamentar o fato de as coisas não terem se dado de outra forma.

        De resto, não fiz qualquer referencia aos EUA.

        Agradeço o comentário e a disposição para o debate.

        • Eu só quis dizer que houve sim influência dos escravos junto aos imperadores para acabar com a escravidão.

          Onde houve o fim da escravidão por revolta? Sim, no Haiti. Mataram todos os senhores de escravos, mesmo aqueles que não os tratavam mal, depois o país nunca mais se reergueu.

          Hoje negros matam fazendeiros brancos na África do Sul, que nunca tiveram escravos.

          Esta questão da escravidão é muito complexa. Zumbi tinha escravos, brancos eram escravos de Roma, quem fornecia escravos para as américas eram os próprios negros africanos.

          • Pois é! este é assunto polêmico e, a discussão quase sempre descamba para ideologia e vitimismo.

            De fato, a participação de negros africanos, no processo de escravização e comércio, é da essência da escravidão brasileira.

            Temos outro exemplo de libertação por revolta; caso da Libéria, com resultado igualmente ruim. O caso da Africa do Sul não tem a ver com escravidão, mas sim com o aparthaid (outro assunto complicado.

            Tenho apenas uma certeza, se é que se pode ter certeza neste caso: se aqui as coisas tivessem se dado como no Haiti ou Libéria, estaríamos fudidos do mesmo jeito (no caso os negros) mas estaríamos pagando por nossas próprias escolhas e não se teria esse mimimi do caralh….

            Um abraço.

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