Um comentário em “SEMANA CARLOS EDUARDO SANTOS

  1. Caro Peninha,

    Nesta “minha” Semana Cultural, tão cheia de emoções, tenho que reverenciar minhas melhores lembranças musicais; tempo de espetáculos que apreciei tanto de Teatro quanto apresentação de orquestras e cantores clássicos brasileiros.

    Nos tempos de minha juventude, nos idos de 1950, foi convidado por uma de minhas tias para assistir a um espetáculo do cantor Orlando Silva, realizado no Teatro Santa Isabel, no Recife, ao qual compareci emocionado.

    Orlando estava no auge e sua voz enternecia. Acima de tudo era um fino cavalheiro.

    O público: uma plateia de dar gosto!

    Na primeira fila, o governador Etelvino LIns e esposa. Os demais, todos bem vestidos. Senhoras de vestidos longos e os cavalheiros de ternos completos.

    Ao final de cada interpretação, só palmas. Terminado o espetáculo, o cantor desceu do palco para agradecer, cumprimentar as pessoas e dar autógrafos.

    Quanta diferença de hoje, amigo!

    É triste ver a multidão de pé, aos gritos, assobios, como se reclamasse o desconforto.

    Capiba costumava dizer que “aparecendo muitas pessoas de mãos para cima e gritando, pareciam pedir socorro.”

    Péssimas músicas são cantadas nos grandes shows dos dias atuais. São mais, “gritadas” do que cantadas. As mulheres, seminuas dão-nos ideia de que o público está num cabaré.

    Os supostos cantores internacionais, alguns famosos até, aparecem nus da cintura pra cima, com guitarras estridentes e linguajar que só eles mesmo entendem. Mas o público vibra.

    Retrato de triste época!

    Mas, sensível como sempre, vem você com Orlando Silva interpretando “Rosa”, rememorando os tempos das valsas. Época que permanece revivida por sua sensibilidade, emoldurando esta minha honrosa “Semana Cultural”

    Mais uma vez obrigado, amigo!

    Carlos Eduardo

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