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  1. Maurino Júnior, 03 de setembro de 2025 – O Brasil, esse palco grotesco onde o circo político se confunde com tragédia grega, encontra-se submerso no lodo de suas próprias instituições corrompidas. Brasília, que deveria ser o centro da República, transformou-se num manicômio de vaidades e negociatas, onde o poder se degusta em taças de cristal enquanto o povo, faminto de justiça, é alimentado com migalhas de narrativas e mentiras cuidadosamente roteirizadas pela mídia prostituída.

    O Senado, outrora concebido como o guardião da Federação, não passa hoje de um cemitério de covardes de terno e gravata. Ali, os “representantes do povo” não representam senão seus próprios bolsos e seus apetites insaciáveis por poder. Se houvesse sequer uma fagulha de dignidade naquele salão mofado, já teriam cumprido o papel constitucional de frear o arbítrio de ministros que, embriagados pelo poder, julgam não de acordo com a lei, mas conforme suas convicções ideológicas e conveniências políticas. Mas não: preferem a omissão, a inércia, a cumplicidade.

    O STF, então, converteu-se numa verdadeira corte absolutista, onde o conceito de democracia foi sequestrado e transformado em grotesca caricatura. Os togados que ali se sentam, com ares de deuses olímpicos, falam em “Estado de Direito” enquanto rasgam a Constituição em praça pública. O julgamento já não é mais a aplicação da lei, mas um espetáculo de arbitrariedades, sentenças fabricadas e perseguições políticas travestidas de legalidade. Não se trata de justiça: trata-se de vingança, de manutenção de poder, de domesticação das vozes dissonantes.

    E o desgoverno? Esse, regido por um fantoche com pés de barro, é a cereja podre desse banquete fétido. Governam não para construir, mas para destruir; não para unir, mas para dividir; não para libertar, mas para acorrentar a nação em políticas nefastas, em alianças espúrias e em projetos de poder que têm como objetivo único eternizar o domínio da máquina partidária sobre o corpo já debilitado da República.

    A imprensa, que deveria ser o quarto poder, o bastião da verdade, transformou-se na quinta coluna do caos. Jornais e emissoras, outrora orgulhosos de suas redações, hoje são meros panfletos ideológicos, instrumentos de propaganda a serviço do status quo, enterrando denúncias e blindando os aliados da vez. O silêncio cúmplice é mais ensurdecedor do que qualquer manchete.

    E o povo? Este é sistematicamente tratado como massa amorfa, infantilizada e domesticada. Mas é justamente aí que reside o erro monumental das elites apodrecidas: subestimar a força que não está nos palácios, mas nas ruas. Subestimar o poder que não brota dos gabinetes climatizados, mas da indignação latente que pulsa nas veias da sociedade real.

    Porque o verdadeiro botão de reset não está no Senado, não está no STF, não está no Planalto. Ele está nas ruas, no coração do povo que já não suporta mais ser enganado, traído, humilhado. E quando esse botão for acionado, não haverá toga, não haverá caneta, não haverá blindagem midiática que resista à força telúrica da Nação despertando de seu torpor.

    As instituições podem se fingir de sólidas, mas já não passam de cascas ocas, corroídas por dentro, sustentadas apenas pelo medo e pela manipulação. Mas todo castelo de cartas, cedo ou tarde, desmorona. E quando o Brasil explodir em sua indignação legítima, a história será implacável com aqueles que, podendo ter feito algo, preferiram a covardia, a omissão e a traição.

  2. Na minha singela opinião sobre o “adevogado” do PCC,A-lei-xandre de IMorais,eu reajustei a minha opinião de PSICOPATA² para PSICOPATA³. Tenho dito.

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