Sexta-feira, 13, Lua cheia.
Inacreditavelmente o homem escolheu despir-se do personagem.
“Sancho” se foi. Leva com ele minh’alma.
Vazia, só posso emprestar algumas palavras:
“Eu sem você não tenho porque,
Porque sem você não sei nem chorar.
Sou chama sem luz,
Jardim sem luar …”
Seu nome ainda está na lista de colunistas.
Talvez por esperança do homem reconsiderar a escolha.
“Fique bem “
Sancho não sairá do seu espaço terno da página do JBF, das sextas-feiras.
Quem é bom já nasce fela da gaita, diz o Mução, o homem das pegadinhas.
E quem é gênio só produz obras-primas.
Sancho é dessa estirpe. Poeta de talento indomável!
Vai estar dentro dos nossos corações.
Cícero querido,
Sancho, aquele que nenhum Cervantes pariu, está muito além do “que possa imaginar nossa vã filosofia”.
O meu coração transborda de Sancho diariamente. Ele o criador e eu a criatura.
Ele está precisando de um tempo. E só o tempo fará ele se reencontrar para resgatar o que nos pertence, Sancho e sua mágica palavrística.
Hoje, o silêncio que ocupa meu ser é ensurdecedor.
Sancho não “se foi”. Só precisa respirar…
Querida Schirley, existe o consolo de ele está vivássimo, em carne, osso e talento entre nós!
ISSO DIZ TUDO!
Um gênio não se afasta da Arte. Dá um tempo para cuidar da saúde!
Que volte logo e são!
Abraçaços!