CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Voa, Marishka, voa

Verbo amar. Hoje é um dia especialíssimo, pois “acasalar é preciso, viver talvez, emprenhar só se for o ‘regalo da vida’ dos que irão/estão amassando lencóis, mordendo fronhas gemendo gostoso…

Estava a predadora alada a caçar. Cuidado, incauto leitor, pois quem sabe seja você a presa selecionada, a próxima sortuda “vítima”.

Terça-feira especial para os ‘enamorados” e donos de motel. Dia de moteis e hoteis entrarem em altíssima rotatividade. Como namorada não tem, hora de ir à casa.

Termina Sancho seu expediente e está exausto. Mudança difícil. Móveis antigos, pesados (alguém tem que carregar o piano).

Pensa nas mulheres que convidou para este dia especialíssimo e record que nenhuma aceitou sequer uma taça de vinho a dois. Sim, a fase sexual nao é das melhores (sera o fato de estar agora no clube dos sexagenários?). Sancho não está batendo um bolão e todas as garotas andam a mostrar cartão vermelho para nosso atleta do sexo.

Sabedor de que “trabalhar engrandece o homem” (quem inventou essa maldita frase?), precisava agora de banho e cama.

Agradece a “Zeus e a todos no OLIMPO e a ODIN e todos os de AASGARD” por mais este dia, mesmo estando extremamente cansado. Só quer chegar em casa, tomar banho, engolir alguma coisa e se jogar na cama.

Quixote, o velho caminhão de tantas jornadas “guardado”. Garagem que se fecha, porta que há se de abrir (a chave está torta, quase quebrando – maldita falta de grana). Pega as chaves no bolso e abre. No automático busca o interruptor e…

O que era aquilo? Luzes indiretas pelo ambiente que ele sabia conhecer. Vídeo? Estaria ele tão exausto que sua mente o estava confundindo? Entrou, fechou a porta e foi caminhando.

Um cheiro delicioso de comida bem preparada inundava o ar. As paredes de pedra tornavam o lugar aconchegante. Passou pela biblioteca, pela saleta de leitura, pela cozinha de onde vinha aquele cheiro de fome, pelo banheiro iluminado por velas com a banheira cheia de água na temperatura certa e sais e sabonetes de odor relaxante e agradável.

Chegou ao quarto e parou na porta diante da visão mais bela dos últimos tempos (difíceis). Ela estava deitada de bruços com uma camisola longa e vermelha. A seda suave delineava o corpo e um leve sorriso no rosto dava a entender que estava sonhando um lindo sonho.

Ao pé da cama um bilhete: “Sancho querido, vi o seu dia e sei que você está cansado. Seu banho está preparado e fiz um jantar pra você (Marishka cozinhando?) Espero que aprecie. Relaxe na banheira bebericando a taça de vinho que está no apoio. Enrole-se no presente que comprei pra você com carinho (um roupão macio e um par de chinelos confortáveis). Fui até a Itália para encontrar a maciez que eu queria. Jante com calma. A garrafa de vinho está sobre a mesa. Depois venha deitar a meu lado. Me “abrace pela cintura” e durma. Quero você (e como quero) descansado, cheiroso, bem alimentado. O depois?…

Deixe pra depois”.

Passadas as horas de um sono reconfortante e aquecido pelo corpo macio dela acorda por volta de três da ‘madruga’ mas (ops) ela não estava na cama.

Veste o roupão novo e a encontra deliciosamente sentada na aconchegante sala de leitura com um livro nas mãos. Na mesinha ao lado morangos apetitosos. Ao lado um fondue de chocolate. Sentindo que ele a observava, ergueu os olhos. Um olhar cheio de promessas (ah, o olhar, quantas coisas confessa um simples pestanejar) que o excitou imediatamente.

Levantou-se e serpenteou em direção ao macho alpha (aí você começou a exagerar, Sancho).

Passou as mãos por seu pescoço e o beijou. Cada beijo era diferente. Beijando-se passavam a ser um do outro. Ambos a comungar paixão. Ardentes, envolventes e o que ocorria lá fora já não importava.

Afastou seus lábios dos dele e disse: “Feliz dia dos namorados ou, dos amantes enamorados”. Levou-o ao sofá. Deixou escorregar a camisola e ali estava ela. Linda e nua, pegando fogo.

Pegou um dos morangos, passou no bico enrijecido do pequeno, redondo seio e o levou até a boca do sortudo. Ele comeu e nada que já provara tinha aquele sabor. Agora de costas sentou no seu colo já se encaixando. Molhadinha, sentiu ele. O “T” era absoluto (òh, cielos!!!).

Os gemidos guiavam movimentos. Um ir e vir forte, arrebatador. Percebendo que ele estava em ponto para erupção levantou-se e virou de frente. O engoliu de novo e agora comandava o entra e sai. Fogosa o deixou suar e … chegaram juntos a ver estrelas, ou melhor, toda uma constalação.

Um abraço másculo, porém carinhoso, a envolveu. Num suspiro disse baixinho que não queria que ela partisse ao final da noite.

Uma lágrima escorregou pelas belas faces. Silêncio. Pegou o vinho, os morangos, o chocolate. Se aconchegaram um no outro e foram a uma sessão cine em casa. Com a “película” chegando à metade ela decidiu que no filme deles queria ser a protagonista: abriu o roupão, molhou os dedos no chocolate e foi passando pelo peito do macho e lambendo, lambendo, descendo, descendo até encontrar a fonte de seu prazer dura como granito, pronto para possuí-la uma vez mais.

Inacreditável, inenarrável o prazer que tomou conta dos dois. Ela pedia mais e mais e ele sem negar fogo.

Nenhum queria parar com aquele incêncio. Cada recanto tocado pela primeira vez naquele corpo de fêma no cio o deixava ainda mas excitado. Explorou todos os recantos, todas as curvas e passagens. Sem tempo, sem pressa, sem amanhã. Terminada a loucura, descobrem que a loucura os levou ao piso frio. A pegou no colo e depositou na cama a preciosa amante. Deitou a seu lado e ficou olhando aqueles hipnotizantes olhos. Queria dizer algo, mas (temeroso) calou-se.

Envolveu-a em um abraço e dormiram saciados, enamorados. Quantas horas haviam se passado? Já era outra noite? Não importava. Tudo era silêncio e paz.

E agora?

Nenhum se preocupou. Sabia que queria ficar ali ao lado dela. Ela sabia que ele precisava desejar isso profundamente e sem sombra de arrependimento, pois apenas uma vez que ela mordesse seu pescoço (ops) não existiria mais o mortal.

Para ela seria a felicidade plena. E para ele? Saberia lidar com a imortalidade? Quando Sancho acordasse tudo isso já terá passado por sua cabeça. Ela precisava que ele pensasse muito antes de decidir ficar. Ela não iria interferir na decisão dele. Ele era livre. Melhor esperar o novo dia …

17 pensou em “SANCHO PANZA – SANTO ANDRÉ-SP

  1. Aproveitando a postagem sobre o amor (como amar é bom). EU AMO!!!!!!!…
    Tour na Europa- OS “POMBINHOS “Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja Lula da Silva, ETERNOS ENAMORADOS… AMANTÍSSIMOS Lula e Janja (meu amado casal presidencial) estão à Europa – Suíça e a Itália – NESTE junho, DATA PROPÍCIA para NAMORAR MUITO, dizem os invejosos e mau amados. Como a viagem aconteceu na mesma semana do Dia dos Namorados, publicações viralizaram nas redes alegando que Lula vai à Europa festejar a data.

    Nunca eu fui tão feliz… Minha dupla favorita, meus amados Janjo13 e Janja13, o casal 26, faz ACONTECER: QUE GOVERNO MARAVILHOSO!!! Lula eu te amo, Janja eu te amo, etc, etc, etc (100 etcéteras).

        • Sancho, meu quase tudo,
          Eu ia escrever sobre o NOSSO amor, mas já levei esculaxo do João Francisco e do Manoel Bernardo na postagem do Laudeir e, portanto, vou apenas vou descarregar a bronca sobre um inocente:
          Ora, ora, em vários sítios da internet me deparo com esse tal Zé Hinacio… mas afinal quem é esse que, aparentemente não tem nada de útil a acrescentar à sociedade, para além de comentários onde se pendura no saco presidencial à farta e ao gosto!? De onde veio esse cuja função é lamber botas aos donos do poder? Custa-me acreditar que existam sujeitos tão desnecessários ao bem viver.
          Outro Zé, o Zé/Zepha ainda não apareceu para dizer o qto a tal titia dele te ama. Estranho.
          Beijão. te amo!!!!

  2. Bom ver que acordou bem disposto e que está feliz! Que deliciosa surpresa em algumas alterações e acréscimos. Só um homem com um senhor “H” maiúsculo guarda apenas para si “certos detalhes”. Você é o delicioso escolhido e permanece com seu virginal pescoço. Estou observando seu dia …
    Saudades (mas, enamorado, já?). Ao cair da noite seres da noite vagueiam (sempre fiel). Nenhum leitor ou qualquer outro será “visitado”. Que Sancho viva mais de 100 anos é meu “desejo”. Até breve!

  3. Caríssimos leitores, cheguei agorinha do trampo (hoje farei meio expediente), pois neste dia, as pessoas não querem MUDANÇA, pois hoje é dia de TREPANCIA e gemelaça (KKKK). Vá furunfar, leitor. Faz bem pra pele, faz bem pro coração.

    INFORMO apenas que o texto acima não me pertence, por isso os elogios devem ser direcionados à MARISHKA, que. bolou este delicioso e excitante texto.

    Sancho não possui capacidade intelectual para grandes voos literários (perdoem-no).
    Estou cansado. Vou tomar uns remedinhos e dormir até o novo dia clareaR (SEM NAMORADA é o melhor a se fazer, senão acabo em algum puteiro).
    Um abraço aos machos e um beijaço na “muguerada”. Aproveitem este dia MUITO ESPECIAL para quem tem a quem AMAR (Hoje é dia de plugar na tomada – façam amor, não filhos, pois 8 bilhões é gente demais).

    • Sancho, véio de guerra, como estás?

      Hoje o dia está meio esquisito aqui no JBF, apareceu outro (ou seria o mesmo?) idiota que adota vários nomes e entra aqui para bagunçar o coreto.

      O JBF é muito democrático, porém não é feito para idiotas. Se o email for falso, o nosso Berto tem que cortar.

      • Que bom ter o amigo uma vez mais a charlar comigo
        Quanto ao intruso, talvez seja o Hipólito ou John Doe ou Artemísia que por muito tempo andou dando pitacos aqui no JBF, onde cabe de tudo um pouco.
        Sugiro que via e-mail você tire a dúvida com o Berto. Há um Ze Hinacio que preenche os mesmos requisitos e possui as mesmas características dos citados, pois não rebate nenhuma estocada.
        Se não valeu por nada, pelo menos te trouxe de volta a trocar figurinhas com o Sancho.
        Abraço, amigo Ribeirão pretano

      • João Francisco, meu estimadíssimo comentarista,

        Ligue pra isso, não! Narrativa faz mal à alma.

        A vida é bela, e ler o Sancho suavemente traz alento à alma.

        Forte abraço do admirador.

  4. Caríssimo, descanso merecido.
    Engraçado é que titia não sente ciúmes de Marishka. Me disse ela, titia, que isso é entre Sancho e a belíssima vampira. Espero que o tal “remédio” faça efeito e o amigo tenha uma noite INTEIRA de sono dessa vez na companhia da ruiva Pandora. Titia concorda comigo: “só ela, a Pandora”.
    Nem precisa dizer o quanto ela te ama e te admira. Bons sonhos!
    PS – Alguém ainda se preocupa com o Zé Hinacio? Eu o chamo de Zé Hilário. João Francisco que ignore o que não tem a menor importância e que Rosallie tente ser mais “discreta”. Apesar do JBF ser “democrático” um cadinho de bom senso não faz faz mal a ninguém. Voltando ao João Francisco, ele não é apenas um comentarista (e dos bons). Ele já é sócio deste espaço.

    • Agradeço às gentis palavras, caro J. Roberto, é como disse o Sancho, o Rosallie serviu para agitar um pouco esta bagaça, que estava precisando um pouco.

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