ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

Tem dias que eu acordo com um desejo sádico que chega-se-me a escorrer baba de alegria pelo canto da boca. Nessas horas, abro um sorriso e aquele dente de desembargador jubilado que eu tenho, vem gozar esse desejo que “arrupia” meu espinhaço e me dá um sapituco no ossinho do mucumbu. Mas deixe-me explicar antes que a turma do “Cabaré do Berto” ache que eu estou na seca, e comece a mangar de mim em todos os canais que participamos. Meu sadismo não é de fundo sexual, ou mesmo fetiche material. O meu sadismo é político. Já explico!

Assistindo aos canais de televisão eu vejo como o jornalismo bananeiro está infiltrado de canalhas – todas as vezes que você, caro leitor, ler essa expressão “CANALHA”, saiba que estou falando de um esquerdista, principalmente dos petistas -, e isso foi construído ao longo das três últimas décadas. Os canalhas que hoje estão à frente dos telejornais, redação e revistas, são os mesmos adolescentes que no final da década de 1990 foram doutrinados com aquele lixo ideológico, que a maioria dos analfabetos de nossas escolas chama de “método Paulo Freire” de ensino, passaram pelas universidades que tem mais militante do que docentes, e, diga-se de passagem, a maioria desses docentes, tão analfabetos quanto seus alunos.

Mas o meu desejo sádico é ver esses jornalistas vivendo em um regime socialista que eles tanto defendem. Isso faz-se-me lembrar a Rússia em 1917, quando o carequinha assassino do Lênin tomou o poder, junto com seus acólitos. A primeira medida foi censurar justamente a imprensa que dedicava a maior parte de seu espaço para que ele e sua quadrilha de assassinos despejassem seu lixo tóxico na mente das pessoas. Os jornalistas russos, apoiadores do socialismo leninista, e depois stalinistas, acabaram, em sua maioria indo para a Sibéria, proibidos de falar e de escrever uma linha sequer, sob pena de execução sumária. E olha que, na Sibéria, onde é comum fazer frio de menos 48 graus Celsius, maioria desses jornalistas perdeu os dedos para o gelo e a gangrena. Puro sadismo de minha parte.

Outro desejo sádico meu é em relação aos professores canalhas. Lembra-se-me o Camboja entre 1975 e 1979 quando o Khmer Vermelho, comandado por Pol Pot tomou o poder. A maior concentração de defensores do socialismo desse genocida – esse sim merece esse epíteto, já que, deliberadamente executou o seu povo – estava nas universidades e nas escolas de ensino médio do país. Pol Pot não os mandou para o trabalho no campo, simplesmente mandou matar todos os intelectuais e professores do país, especialmente aqueles que, poucos anos antes doutrinavam seus alunos para angariar apoio ao Khmer Vermelho. E não somente os professores tiveram esse fim, os jornalistas também. Esse sonho sádico chega-se-me a dar “frouxos” de gozo existencial.

E os sindicalistas? Ah! Esses sim. São os canalhas profissionais. Canalhas e parasitas daqueles que produzem e geram riquezas. Meu sonho bananeiro é ver a bananolândia hasteando a bandeira vermelha. Para os sindicalistas, o socialismo reserva o mesmo destino que teve o sindicalismo polonês que ajudou o exército soviético a dominar a Polônia por quase cinquenta anos. Mas, o que aconteceu com aqueles sindicalistas que traíram sua pátria em prol do socialismo? À boca pequena sabe-se que muitos desses líderes sindicais evaporaram, ou foram abduzidos para a floresta de Katyn… e nada mais se sabe sobre eles. Que delícia, ver um parasita como Paulinho da Força, ou aquele vagabundo parasita que domina a CUT também serem abduzidos pelo regime que eles tanto defendem e se escafederem na lata de lixo da história.

Em relação aos estudantes, não digo daqueles estudantes que querem, de fato, estudar, se formar, se profissionalizar, mas daqueles que já estão de cabelos brancos e nunca se formaram em nada, mas vivem azucrinando a vida de quem estuda em seus DCEs, em seus sindicatos, com a camisa encardida de sujeira, um pituim que afasta qualquer pessoa que sabe o significado da palavra banho e perfume, cheios de badulaques e pechisbeques na cara, nas orelhas, no nariz, e quem sabe até no fiofó. Para esses meu desejo sádico é ver um socialismo do tipo venezuelano na Botocúndia. Naquele país, vizinho nosso, quando o coronel golpista assumiu o poder, os principais sabotadores da democracia foram os estudantes. Com Maduro deliciei-me ao ver aqueles tanques urutus esmagando a cabeça desses mesmos estudantes que, uma década antes sabotaram o caminho democrático por um sonho socialista. Essas imagens levou-me ao gozo quase epifânico da tinha tendência sádica.

Para o movimento LGBTQUIA+infinito, o socialismo reserva o mesmo que Mao Zedong fez com os baitolas na Revolução Cultural da década de 1970. Naquele banho de sangue promovido pelo facinoroso, os gays chineses simplesmente foram executados, sob o pretexto de que o comportamento ocidentalizado de doar o fedegoso enfraquecia a nação e era um costumes “burguês”. Nada contra homossexuais que querem viver suas vidas, produzir, encontrar um parceiro, ou parceira, mas seria interessante ver o sindicato gayzista que apoia o socialismo rasgar-se de medo e se cagar todo de pavor ao ver aqueles que eles defendiam ser seus algozes. Isso deixa meu desejo sádico para lá de Pasárgada.

Essas categorias que aqui citei, imaginam um mundo socialista onde eles irão mandar, dominar, ter decisão sobre os demais. Como diria Aroldo, o hétero: tolo… tolinho! O máximo que essas pessoas conseguirão ser em uma sociedade socialista, será o de feitor – hoje em dia o politicamente correto chama o feitor de capataz -, em alguma plantação de cana de açúcar, ou de fumo, já que, para se garantir o emprego para todos, serão banidas as máquinas e a tecnologia da agricultura. Isso se não forem mandados para fazendas de reeducação no meio da floresta amazônica, ou do pantanal.

Mas, devo voltar á realidade e lutar, dia após dia para não deixar que isso aconteça. Como disse são apenas desejos. A minha luta é por democracia, por liberdade. Aquela liberdade que foi solidificada na Revolução Gloriosa da Grã-Bretanha e que moldou o ocidente. Liberdade até mesmo para que todos os grupos que citei acima possam ter o direito de conspirar contra mim, contra a democracia e contra a própria liberdade. Eles ainda não entenderam que, quando eu luto pela defesa dos direitos deles, na verdade estou lutando para que esse meu direito não seja eliminado, ainda que eles não tenham a mesma lealdade e compromisso com essas liberdades.

3 pensou em “SADISMO

  1. Prezado e preguiçoso Roque.

    O seu parágrafo final mostra tudo o que desejamos. Não tem aquela frase de Voltaire: “não concordo com o que dizes, mas lutarei até a morte para que possas dizê-lo”

    Mas acho que não desejaríamos viver sob os regimes de Pol Pot ou Mao. Qualquer espirro poderia gerar uma sentença de condenação à morte.

  2. Roquíssimo Nunes,
    Sou, como definiu meu pai, um hispano-luso-brasileiro, e como apaixonado pelas coisas da Península Ibérica, pois meus pais enfiavam em nossos jovens cérebros as coisas de seus rincões (um portuga brabo e bota bravo nisso e uma linda catalã dançarina de flamenco), acompanho a política dos três países e a guerra esquerda-direita por aquelas bandas é bem mais acirrada. Por aqui, a maioria da NAÇÃO não faz a mínima ideia do que significa destra ou canhota, nem possui cultura política. Mas (benedicto mas), somos uma NAÇÃO jovem. Quem sabe daqui a outros 500 serão outros quinhentos.
    Um ótimo final de semana e que o barco solialista nunca deixe de naufragar e afundar no mar vermelho de sua própria incompetência em gerir países…

    Que os idiotas de plantão, antes de sonhar vermelho, busquem farta literatura existente na internet sobre as “maravilhas” que foram e são os regimes comunistas.

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