Zé Vicente da Paraíba e Louro do Pajeú, em São José do Egito-PE, no ano de 1978. Foto de Paulo Carvalho.
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Há muita sabedoria
Num cantador nordestino.
Mote deste colunista
Pense num cabra sabido
É o cantador de viola
Em nada ele se enrola
Toca no tom sustenido
Cordas de aço fundido
De longe se escuta o tino
Toca salmo, toca hino
E até a Ave-Maria.
Há muita sabedoria
Num cantador nordestino.
Poeta Nascimento
Um ser muito inteligente
Com o dom que recebeu
Falo isso porque eu
Também sei cantar repente
Deus afina a minha mente
Quando a viola eu afino
Quando eu começo, termino,
Não deixo pro outro dia.
Há muita sabedoria
Num cantador nordestino.
Poeta Gilmar de Oliveira
Fala sobre agricultura,
Sobre pecuária e reisado,
É quase pós-doutorado
Nas temáticas da cultura.
Conhece toda estrutura
Da obra de Vitalino,
De Lins do Rêgo, “Menino
De Engenho”, que contagia.
Há muita sabedoria
Num cantador nordestino.
Wellington Vicente
