WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

E até hoje eu não vi ninguém roendo
Que não sinta vontade de beber!!!

Mote de Marquinhos da Serrinha.

Que é que tem que eu Beba, Cante e Roa
Numa praça rompendo a madrugada,
Se roer e cantar, não custam nada
Vou Cantar e roer, bebendo atoa!
Se do porre a ressaca não é boa
Eu não vou nem lembrar, pra não sofrer
Que quem tem por saudade um bem querer
Bebe, roi, canta e chora, padecendo,
E até hoje eu não vi ninguém roendo
Que não sinta vontade de beber!!!

Lima Júnior

Quem ouvia Waldick Soriano
E curtia “Eu não sou cachorro não”,
Debruçado numa esquina de balcão
Degustando cachaça com Cinzano
Hoje em dia tem Zezé e Luciano
Descrevendo os sintomas do roer,
Tem o Pablo mostrando o proceder
Das paixões que não vão arrefecendo.
E até hoje eu não vi ninguém roendo
Que não sinta vontade de beber!!!

Wellington Vicente

2 pensou em “ROEDEIRA

  1. Quando o pobre está apaixonado
    É danado pra cair numa cachaça
    Se é rico é o whisky e a desgraça
    Quando chega é igual marca de gado
    Não vi um, que tendo se apaixonado
    Um segundo de sossego venha ter
    Sofrimento acompanha até morrer
    Se amou, não tem jeito, tá sofrendo
    E até hoje eu não vi ninguém roendo
    Que não sinta vontade de beber!!!

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