FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

Costumo colecionar historietas contadas, vivenciadas, lidas e anotadas, utilizadas para reflexões em palestras, papos e treinamentos profissionais. São por demais conhecidas dos militantes de DG – Desenvolvimento Gerencial, muito embora ainda pouco exploradas pelos das outras áreas, que também lidam com pessoas e fatos a elas relacionados, num dia a dia intrinsecamente conflituoso como o atual, permanentemente em acelerada mutabilidade.

Num primeiro de abril recente, antigamente bem mais mentiroso, explicitei algumas historietas num escritório de exportação, a propósito de acontecimentos recentes, a carapuça cabendo a quem de direito, na classificação de cada leitor.

1. A mãe do Diomedes, desesperada, às seis da manhã:

– Filhinho, levante-se, já está na hora de se preparar para ir à escola.

– Mãe, eu não vou mais para a escola de jeito nenhum. Os dois mil alunos me odeiam, os funcionários também, até o porteiro não vai com a minha cara!!

– Levante-se já e vá para a escola! a mãe reagiu, ríspida.

– Mãe querida, não compreendo você. Por que você deseja tanto me colocar naquela tortura, naquele sofrimento?

– Por duas boas razões, queridinho. Primeiro, porque você já tem quarenta e cinco anos e, segundo, porque você é o diretor da escola!!

2. Madame já muito coroa, recondicionada, bisbilhotando o Einstein:

– Querido Albert, em palavras que possa entender, o que é relatividade?

– Caríssima senhora, quando um homem está ao lado de uma mulher bonita, uma hora parece um minuto. Mas se está sentado numa boca de fogão acessa, um minuto vai parecer muito mais que uma hora.

3. Dona de casa para rapazote chegado de reunião geral:

– Quem fez o último discurso, filho?

– O governador, mãe.

– Sobre o que ele disse?

– Ele nada disse, mãe.

4. Conversa entre uma galinha e um porco, na entrada de um chiqueiro:

– Sou totalmente devotada, pois dou meus ovos todas as manhãs.

– Isto não é devoção, é participação. Dar o presunto, isto sim, é que é devoção total!!

5. Um músico jovem e muito pentelho, escutou de Pablo Casals, o grande violoncelista, o porquê, aos 85 anos de idade, dele continuar praticando cinco horas diárias:

– Porque acho que estou sempre melhorando!

6. Uma quase mulher, de fino trato, a um pianista famoso, depois de um recital consagrador:

– Eu daria a metade da minha vida para aprender a tocar como o senhor!

– Caríssima jovem, foi exatamente isto o que eu fiz!

7. Presidente de um grupo empresarial famoso, questionado por estagiário, durante um almoço informal festivo:

– A que o senhor atribui o seu sucesso?

– Às minhas boas decisões.

– E a que atribui suas boas decisões?

– À sabedoria…

– E de onde vem essa sabedoria, senhor?

– Conquistei-a com as minhas experiências

– E como obteve tais experiências?

– Com as minhas más decisões, meu jovem.

8. Mulher muito chata e presunçosa, em reunião de corretores da Bolsa de Valores, aqui bem perto:

– Por favor, atenção!! O que devo fazer para ser ouvida por todos ao mesmo tempo?

Resposta de bate-pronto, vinda de um canto de sala puto e repleto:

– Soma os números do catálogo telefônico e disca para o resultado!!

O mais, é seguir as recomendações de John Rhoades, um analista organizacional de nomeada: “Mais do que existir, viva; mais do que tocar, sinta; mais do que olhar, observe; mais do que escutar, ouça; mais do que ouvir, compreenda”.

E a partir de amanhã, encerradas as chatíssimas e descriativas campanhas eleitorais, jamais esquecer uma recomendação oportuna do luminoso escritor luso José Saramago:

“Independentemente da ideologia que professemos, há uma característica humana que devemos todos compartilhar: a faculdade de pensar.”

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