Ilha Sardenha, a Pérola do Mediterrâneo
TIMONEIRO RETORNA – Que felicidade constatar que nosso hábil timoneiro – Luiz Berto aporta novamente no Ilha Sardenha, o edifício no Recife onde habita e trabalha, vivendo com sua Aline e João Berto, o filho “ponta de rama”.
JORNAL FANTASMA – Sem ele o jornal parece ter tudo pra funcionar, mas, na verdade, falta alguma coisa. Ficamos algum tempo diante de um vácuo, uma angústia, uma inquietação. Sem suas improvisações, seu estímulo e os beliscões nos políticos indesejáveis, nosso jornal não é nada. É um fantasma cheio de “letras de luz” pintadas nas telas dos nossos computadores.
LEITOR FREGUÊS – Feito o registro, vou me sentar num barco qualquer, na Marina de Pau Amarelo, aproveitando o pequeno balanço provocado pelas velas enfunadas fiz anotações para esta crônica, tendo no notebook, velhos arquivos de notas que publiquei há mais de 20 anos, aqui reformadas para atender “ao gosto do freguês-leitor”.
HOMEM-AVIÃO – O austríaco Felix Morgen Jr. tornou-se o primeiro homem a sobrevoar o Canal da Mancha – que separa a Ilha da Grã-Bretanha com o Norte da França e une o Mar do Norte ao Atlântico. Feito incomum”
VOOS LIVRES – E o inventor o fez seu sistema voador, sem sem a ajuda de qualquer aparelho. Usou apenas uma asa de fibra de carbono, projetou seu equipamento numa garagem de casa e patenteou seu invento, após treinar em outros pontos, até encantar-se pelos morros do Rio.
PASSÁROS HUMANOS – Sua invenção deu asas, também, à imaginação de muitos cariocas que motivaram a criação de empresas destinadas ao fabrico industrial das asas delta, como quem deseja chegar ao céu sem motor, seguros pelas mãos de Deus, mais parecendo pássaros humanos.
GÁVEA AEROPORTO – Hoje o esporte popularizou-se como um modelo que atrai pessoas de várias cidades, para ganhar os ares a partir da Pedra da Gávea e outros morros do Rio de Janeiro, para pousar nas praias, não se verificando acidentes significativos.
ÍCAROS ORGULHOSOS – Desportistas do Brasil se orgulham de poder contar com várias fábricas, reconhecidas mundialmente na produção de equipamentos para voo livre, dentre elas a Rotor Equipamentos Ltda.
VOOS LIVRES – Segundo os treinadores, o voo livre é um esporte radical aéreo, não motorizado, que utiliza parapentes ou asas delta para planar, aproveitando as correntes de ar, o vento e as térmicas, para manter pessoas nas alturas, e se deslocarem sem muito perigo. As modalidades mais comuns desses esportes radicalizados são o parapente e a asa-delta, cada uma com equipamentos e características diferentes. Se Santos Dumont visse isso!…
SÁBIO TIMONEIRO – Mas, conversando com Luiz Berto, ora em convalescência de um piripaque, indaguei sobre suas preferências a respeito das navegações marítimas e aéreas, ao que me respondeu, com sua contumaz vivacidade de espírito: “Sei não, viu meu caro!… Ficar pendurado sob asas, lá nas nuvens, e as oficinas aqui embaixo… Prefiro segurar um timono de barco a vela e, ainda mais, navegando vagarosamente em mares tranquilos, tendo como paisagem os pássaros em bandos, que são donos do céu”.
